Economia

Gastos de brasileiros no exterior caem 17,43% em junho

No primeiro semestre, essas despesas somaram US$ 9,940 bilhões, contra US$ 12,443 bilhões em igual período do ano passado


	Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, a redução dos gastos de brasileiros no exterior é resultado da alta do dólar
 (.)

Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, a redução dos gastos de brasileiros no exterior é resultado da alta do dólar (.)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2015 às 12h55.

Priorizar nos meus resultados Google

Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior chegaram a US$ 1,649 bilhão, em junho, uma queda de 17,43%, em relação ao mesmo mês de 2014 (US$ 1,997 bilhão), de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (22).

No primeiro semestre, essas despesas somaram US$ 9,940 bilhões, contra US$ 12,443 bilhões em igual período do ano passado.

Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, a redução dos gastos de brasileiros no exterior é resultado da alta do dólar, que encarece as viagens, e da queda na atividade econômica no Brasil. “A atividade econômica está fraca e a taxa de câmbio desvalorizada”, disse.

As receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 445 milhões, no mês passado, contra US$ 793 milhões, em junho de 2014. Nos seis meses do ano, as receitas ficaram em US$ 2,944 bilhões, ante US$ 3,584 bilhões no primeiro semestre de 2014.

Rocha lembra que em junho do ano passado houve a abertura da Copa do Mundo no Brasil, o que estimulou a vinda de turistas ao país. Em 2015, sem esse estímulo, as receitas foram menores.

Com esses resultados, o déficit na conta de viagens internacionais ficou em US$ 1,203 bilhão, em junho, e em US$ 6,996 bilhões, no primeiro semestre deste ano.

Acompanhe tudo sobre:Mercado financeirogastos-pessoaisBanco Central

Mais de Economia

Sem alíquota e com a MP do Imposto Seletivo adiada, indústria planeja 2027 no escuro

O que aconteceu com a nota de R$ 200? Números explicam por que ela é tão rara

Prévia do PIB: IBC-Br sobe 0,3% em agosto com recuo do agro

Reforma tributária: empresas correm para salvar créditos bilionários com o fim do ICMS