França vai discutir redução do déficit com a UE

Segundo recém-empossado ministro das Finanças da França, Michel Sapin, um excesso de austeridade poderia comprometer o potencial de crescimento do bloco europeu

Paris - O recém-empossado ministro das Finanças da França, Michel Sapin, declarou que vai discutir com a Comissão Europeia nas próximas semanas a velocidade da redução do déficit do país. Segundo ele, um excesso de austeridade poderia comprometer o potencial de crescimento do bloco europeu.

Em entrevista à rádio France Inter, Sapin afirmou que o calendário das metas para o déficit que estará em discussão, e não o caminho a ser seguido.

"Precisamos compartilhar a única preocupação que é importante: crescimento e geração de empregos, ao mesmo tempo em que equilibramos nossas finanças públicas."

O presidente François Hollande incumbiu o novo gabinete de convencer Bruxelas da importância de considerar planos para cortar impostos das empresas ao se definir as metas fiscais do país. O objetivo do líder francês é estimular o crescimento e a criação de empregos.

Espera-se que Sapin comece negociações com a Comissão Europeia o quanto antes, para ganhar tempo para trazer as contas públicas para um nível inferior ao teto de Maastricht, que é de 3%. O "programa de estabilidade" francês deverá ser apresentado até o dia 15.

A União Europeia já concedeu à França um adiamento de dois anos para se adequar à meta, que deverá ser cumprida até 2015. Autoridades em Bruxelas indicaram que devem resistir à tentativa do país de escapar dos objetivos mais uma vez.

Apesar dos esforços para o novo adiamento, Sapin, que já foi ministro do Trabalho, disse que é importante que a França siga tentando manter o orçamento próximo à meta. Para ele, quando o déficit for inferior aos 3%, a dívida começará a cair e a França poderá pagar menos juros.

Sapin declarou também que a política de redução do déficit e outras novas medidas serão financiadas por meio do corte de gastos, e não pela "opção fácil" de aumentar os impostos.

Segundo o ministro, isso fará com que a França tenha de andar em uma linha tênue entre austeridade e uma abordagem "séria" para suas finanças. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.