Sede do Banco Central (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 20 de abril de 2026 às 09h37.
Última atualização em 20 de abril de 2026 às 09h42.
Os analistas do mercado consultados pelo Banco Central elevaram as projeções para a inflação e da Selic, a taxa básica de juros, em 2026 e 2027, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 20.
A mediana das previsões do mercado para a taxa Selic no fim de 2026 aumentou de 12,5% para 13%, após três semanas de estabilidade. O movimento indica uma revisão nas expectativas para o rumo da política monetária.
O mercado calibra as expectativas para a trajetória da política monetária, em meio à pressão inflacionária esperada com a disparada dos preços de petróleo em decorrência da guerra no Oriente Médio.
A projeção para o fim de 2027 aumentou de 10,50% para 11,0%, após 61 semanas de estabilidade. Em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, “a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos”. O Copom se reúne novamente na próxima semana.
No Focus desta segunda-feira, a mediana para a Selic em 2028 permaneceu em 10,0% pela 13ª leitura seguida. A estimativa para 2029 aumentou de 9,75% para 9,88%. Há um mês, era de 9,50%. Os dados mostram ajustes pontuais nas projeções de longo prazo.
A projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,71% para 4,80%.
Para 2027, a expectativa também teve aumento de 3,91% para 3,99%.
Em 2028 a projeção se manteve em 3,60.
A expectativa do PIB para 2026 saiu de 1,85% para 1,86%.
Em 2027, a projeção foi mantida em 1,80%.
Para 2028 e 2029, a estimativa ficou em 2,00%.
Para 2026, os analistas aumentaram a expectativa de 12,5% para 13%.
Em 2027, a projeção foi elavada em 0,5 ponto percentual, para 11%.
A estimativa seguiu em 10% para 2028.
Os economistas diminuiram a expectativa para a cotação do dólar de R$ 5,37 para R$ 5,30 em 2026.
Para 2027, a projeção caiu de R$ 5,40 para R$ 5,35.
Em 2028, a estimativa apresentou queda de R$ 5,46 para R$ 5,40.