Economia

FMI afirma que nova proposta argentina para dívida é "passo importante"

No último domingo, o governo argentino fez uma nova oferta e estendeu o prazo até agosto para troca de dívida

Peso argentino: país deve cerca de US$ 65 bilhões de dólares a credores internacionais (Marcos Brindicci/Reuters)

Peso argentino: país deve cerca de US$ 65 bilhões de dólares a credores internacionais (Marcos Brindicci/Reuters)

Victor Sena

Victor Sena

Publicado em 7 de julho de 2020 às 11h46.

Um porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta terça-feira que a mais recente oferta da Argentina sobre a dívida a seus credores é "um passo importante" no processo de reestruturação.

O FMI espera que todas as partes envolvidas trabalhem para chegar a um acordo de modo oportuno, disse o porta-voz em comunicado, após a oferta da Argentina ser formalizada junto à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

O ministro da Economia da Argentina afirmou nesta terça-feira que espera que o importante grupo de credores Ad Hoc rechace sua proposta para reestruturar 65 bilhões de dólares em dívida externa e considera que seja possível fechar um acordo com apenas uma parte dos detentores de bônus.

"Não estamos pedindo aos credores que percam, pedimos que ganhem menos", disse o ministro Martín Guzmán em entrevista à rádio local Radio Con Vos.

Guzmán disse esperar que, após a negação inicial, a Ad Hoc leve um tempo para tomar uma decisão. "Nossa intenção é ter um acordo com eles", disse.

No último domingo, o governo argentino fez uma nova oferta e estendeu o prazo até agosto para troca de dívida. Nova proposta de reestruturação “é de cerca de US$ 53” por cada placa de US$ 100. A primeira oferta foi da ordem dos US$ 39 por cupom de US$ 100 e foi rejeitada pela maioria dos credores.

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