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Energia solar brilha com força nos países emergentes

No acumulado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 54% em um ano e mais do que triplicou em três anos

Sobre a água: usina solar flutuante em construção na província de Anhui, na China, em junho de 2017. (Kevin Frayer/Getty Images)

Vanessa Barbosa

Publicado em 28 de novembro de 2017 às 10h46.

Última atualização em 28 de novembro de 2017 às 10h50.

São Paulo - A energia solar está brilhando com força nas nações em desenvolvimento no mundo. Um total de 34 gigawatts de nova capacidade de geração da fonte renovável entrou em operação em 71 países emergentes pesquisados pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF) como parte do estudo anual Climatescope, divulgado nesta terça-feira.

No acumulado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 54% em um ano e mais do que triplicou em três anos. A capacidade adicionada em 2016 seria suficiente para suprir a demanda anual de eletricidade de 45 milhões de residências na Índia ou de todo o consumo residencial do Peru ou da Nigéria.

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Com 27 gigawatts instalados no ano passado, a China respondeu pela maior parte do salto energético, seguida da Índia, que adicionou 4,2 gigawatts.

Brasil, Chile, Jordânia, México, Paquistão e nove outros países viram sua capacidade fotovoltaica instalada dobrar ou mais do que dobrar em 2016, segundo o estudo.

No geral, a energia solar respondeu por 19% de toda a capacidade de geração de energia adicionada nos países pesquisados pelo Climatescope no ano passado, crescendo de 10,6% em 2015 e 2% em 2011.

Fontes da mudança

Melhorias tecnológicas, reduções de custos de equipamentos e o crescente interesse em micro-redes estão impulsionando esse crescimento, segundo a BNEF.

Além disso, a cada dia, surgem aplicações inovadoras para a fonte renovável, como o uso em sistemas de bateria com cargas pré-pagas, o chamado "pay as you go" (ou PAYG, na sigla em inglês), bombas de água e até torres de telefonia móvel estão se proliferando alimetadas pela luz solar.

Os analistas da BNEF observam que esses esforços em geral são liderados por empreendedores e investidores de risco e se multiplicam sem grandes impedimentos por parte dos governos.

Na maioria das vezes, a iniciativa parte de startups, que buscam financiamento de fontes privadas e fazem parcerias com grandes corporações, como provedores de telecomunicação.

Um exemplo dessas parcerias vem da África, onde mais de 1,5 milhão de famílias utilizam sistemas móveis solares em suas residências que foram adquiridos com ajuda de um plano de financiamento.

Esse modelo de negócio deixou de ser um nicho no mercado de financiamento de energia solar da África e foi usado em alguns dos maiores contratos fechados este ano e também já é encontrado em áreas agrícolas na Índia, diz a BNEF.

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