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Emprego Industrial cresce 1% em maio

Segundo o IBGE, apesar do aumento de postos de trabalho, o rendimento caiu em comparação com abril

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Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h33.

Em maio, o número de contratações na indústria voltou a superar o de demissões, permitindo um acréscimo de 1% no nível de emprego industrial em comparação ao saldo de abril. O resultado se confirma no confronto com o mesmo mês do ano passado, com o emprego crescendo 0,9%. Os dados constam da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira.

Apesar desse crescimento, nas comparações de períodos mais abrangentes, as taxas ainda permanecem negativas, porém com resultados menos intensos do que em meses anteriores: -0,3% no acumulado no ano e -0,9% no dos últimos 12 meses.

No confronto de maio de 2003 com o mesmo mês deste ano, o nível de emprego aumentou em nove das 14 áreas investigadas. As indústrias de Minas Gerais (3,8%), regiões Norte e Centro-Oeste (4,8%) e Paraná (3,6%) foram as que mais empregaram e, conseqüentemente, exerceram as maiores influências positivas no índice nacional.

Em Minas Gerais, o acréscimo de pessoal, observado na indústria de borracha e plástico (45,0%), foi determinante na formação do resultado local. Nas regiões Norte e Centro-oeste, a expansão mais significativa ficou com alimentos e bebidas (8,1%) e, no Paraná, vestuário (16,3%) foi a principal contribuição positiva.

Entre os locais que mostram perdas de postos de trabalhos na indústria, sobressaem Rio de Janeiro (-3,6%), Rio Grande do Sul (-1,1%) e Pernambuco (-4,6%), pressionados pela redução no contigente de trabalhadores em produtos de metal (-38,3%), calçados e couro (-6,5%) e alimentos e bebidas (-11,6%), respectivamente.

Setores

Na comparação de maio deste ano com maio de 2003, o IBGE observou um aumento em 12 dos 18 setores analisados, sobressaindo, em função do dinamismo na produção, os aumentos nas contratações nos ramos de máquinas e equipamentos (12,5%) e alimentos e bebidas (2,6%). Em contraste, os setores onde as demissões exerceram maior pressão sobre o indicador total, foram vestuário (-8,8%), produtos de metal (-8,8%), papel e gráfica (-6,0%) e minerais não-metálicos (-5,3%).

Rendimentos

A folha de pagamento dos trabalhadores da indústria mostra menores rendimentos de um mês para outro mas, na comparação com o ano passado, os rendimentos continuam crescentes. A total pago recuou 1,1% em relação a abril, queda menos acentuada do que a registrada de março para abril (-2,3%). Mas, nos demais indicadores, o valor da folha de pagamento industrial apresentou crescimento: 7,2% em comparação a maio do ano passado, 8,8% no acumulado do ano e 1,9% no acumulado nos últimos 12 meses.

O maior impacto positivo na folha de pagamento, na comparação de maio de 2003 com maio deste ano, ocorreu na região Sudeste (7%), em função do desempenho dos estados de São Paulo (8,6%) e Minas Gerais (12,5%). O bom resultado de São Paulo foi determinado, principalmente, pelo setor de máquinas e equipamentos (50,4%) e, em menor medida, por meios de transporte (7,5%).

Em Minas Gerais, produtos químicos (36,4%) e alimentos e bebidas (18,6%) foram os destaques. Vale citar também as taxas altas da região Norte e Centro-oeste (11,3%), impulsionada pelo crescimento do valor da folha salarial em alimentos e bebidas (22,0%) e em máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos (25,9%). O único local que apresentou diminuição no valor da folha foi o Rio de Janeiro (-10,4%), com forte pressão negativa da indústria extrativa (-54,5%).

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