Economia

Distribuidoras têm de equacionar custo de R$ 2,4 bi

A estimativa foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite


	Torre de energia elétrica: leilão realizado no último dia 30 contratou 85% das necessidades totais de 2,4 mil megawatts (MW) médios das distribuidoras
 (Reuters/Ina Fassbender)

Torre de energia elétrica: leilão realizado no último dia 30 contratou 85% das necessidades totais de 2,4 mil megawatts (MW) médios das distribuidoras (Reuters/Ina Fassbender)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de maio de 2014 às 18h38.

Rio - O custo adicional a ser equacionado pelas distribuidoras de energia até o fim do ano deve ficar em torno de R$ 2,4 bilhões, após o leilão A-0 e o empréstimo de R$ 11,2 bilhões intermediado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) junto a um sindicato de bancos.

A estimativa foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite.

O leilão de energia realizado no último dia 30 contratou 85% das necessidades totais de 2,4 mil megawatts (MW) médios das distribuidoras.

Com isso, Leite avalia que o custo que seria de R$ 10 bilhões com essa energia cai a R$ 1,5 bilhão até dezembro.

Antes do leilão as empresas vinham recorrendo ao mercado à vista para comprar a diferença da energia descoberta ao preço de R$ 822 o MW/h (o chamado preço de liquidação de diferenças - PLD), o que provocou um rombo no caixa das empresas.

O cálculo da Abradee leva em conta a diferença entre o preço médio de R$ 268 contratado no leilão e a tarifa de energia.

"É muito melhor do que seria sem o leilão. Ele traz um ganho, mas temos que avaliar isso porque ainda há R$ 1,5 bilhão de diferença que será repassado ao longo do reajuste tarifário já nesse ano", disse Leite no 11º Encontro Nacional do Setor Elétrico (Enase).

A conta da Abradee também leva em conta os cerca de 350 MW médios de exposição não cobertos pelo leilão e que ainda deverão custar R$ 907 milhões.

Esse total terá que ser liquidado ao preço do PLD médio, que poderá cair de R$ 822 a algo em torno de R$ 600 nos próximos meses.

"Reduziu (o custo adicional não equacionado) significativamente. O leilão e o empréstimo foram duas iniciativas bem sucedidas", disse.

As soluções para arcar com esses R$ 2,4 bilhões ainda serão discutidas pelo governo. Leite não descarta um novo empréstimo, uma solução de mercado que em sua avaliação revelou a credibilidade do setor elétrico junto aos bancos.

Acompanhe tudo sobre:Energia elétricaServiçosEnergiaEmpréstimosLeilões

Mais de Economia

Tesouro planeja emitir títulos em euro após mais de uma década

Lula diz que vai enviar projeto da escala 6x1 ao Congresso nesta semana

Alckmin diz que governo deve enfrentar efeitos dos penduricalhos: 'Quem paga é o trabalhador'

Mercado passa a prever IPCA fora da meta em 2026, diz Focus