Dilma diz que Brasil está '300% preparado' para crise internacional

Dilma disse que o país tem um "conjunto de armas" para fazer frente às turbulências
Dilma Rousseff afirmou que o Brasil precisa enfrentar a questão tributária, mesmo com as resistências existentes para se fazer uma reforma ampla (Ueslei Marcelino/Reuters)
Dilma Rousseff afirmou que o Brasil precisa enfrentar a questão tributária, mesmo com as resistências existentes para se fazer uma reforma ampla (Ueslei Marcelino/Reuters)
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Da RedaçãoPublicado em 21/05/2012 às 17:49.

Brasília - A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta segunda-feira que o Brasil está "300 por cento" preparado para enfrentar a atual crise financeira internacional.

Dilma disse que o país tem um "conjunto de armas" para fazer frente às turbulências externas, em evento de assinatura de documento para a construção de uma ponte em Laguna (SC).

"A situação na Europa tem se deteriorado nas últimas semanas, e as pessoas ficam se perguntando 'como é que fica o Brasil?' O Brasil fica muito bem", disse a presidente.

Dilma lembrou que o Brasil "não tem os graves problemas" que tem a Europa e os Estados Unidos.

Ela também revisitou o argumento de que o grande volume de reservas internacionais que o país tem atualmente representa uma proteção contra "o que quer que aconteça" na economia global.

"Agora nós estamos mais fortes do que estávamos em 2008/2009", disse Dilma, numa referência à fase mais aguda da última crise econômica global.

"Me perguntaram outro dia se estamos preparados para o que puder acontecer na Europa. Eu posso assegurar a vocês que nós estamos 100 por cento preparados, 200 por cento preparados, 300 por cento preparados", disse.

O discurso de Dilma vem horas após o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, adotar tom tranquilizador em relação à economia brasileira durante discurso em evento em São Paulo.

Na avaliação do presidente do BC, a atividade econômica vai acelerar ao longo deste ano e os preços continuarão convergindo para o centro da meta de inflação adotada pelo governo, de 4,5 por cento ao ano.

O governo tem preparado diversas medidas para dar fôlego ao crescimento econômico e a expectativa é que elas sejam anunciadas ainda nesta segunda-feira.