Déficit em conta caminha para 2%, diz Tombini

Segundo o presidente do Banco Central, o percentual se manteve inalterado em relação a 2010

Brasília - O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, comemorou hoje o fato de o déficit em conta corrente do País estar se aproximando mais para um patamar de 2% do que para o de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele salientou que o déficit em conta corrente fechou o ano passado em 2,3% do PIB e, em março deste ano, o porcentual segue inalterado.

"Havia expectativas de alargamento do déficit de conta corrente este ano, mas as revisões feitas têm sido de melhora da conta corrente", disse, acrescentando que a projeção inicial era de uma taxa de 3% para o curto prazo, acima do que vem sendo verificado. "Estamos caminhando mais para 2% do que para 3%", disse, referindo-se ao déficit em conta corrente em relação ao PIB. Já o Investimento Estrangeiro Direto (IED) até março chegou a 2,8% do PIB, de acordo com o presidente do BC, meio ponto porcentual acima do déficit em conta corrente no período.

Durante audiência na Comissão Mista do Orçamento, ele destacou também que a corrente de comércio supera os US$ 400 bilhões e que as exportações têm evoluído na frente das importações. "Essa história se dá em meio a um país de regime de câmbio flutuante, reservas, moeda se apreciando", enumerou.

A despeito da força relativa da moeda brasileira e da fraqueza global do dólar, houve crescimento das vendas externas do País de 3,6% em quantidade no primeiro trimestre deste ano, na comparação com idêntico período do ano passado. Segundo Tombini, o crescimento foi capitaneado por produtos semimanufaturados e manufaturados. "O setor está dinâmico no País", concluiu.

Inflação

O presidente do BC afirmou ainda que controlar a inflação é importante também para evitar uma elevação da dívida pública. Ele lembrou que parte importante da dívida interna é indexada à inflação e, por isso, conter os preços tem relevância para o controle do nível da dívida pública.

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