CPI: índice mede a inflação dos Estados Unidos (Kristian Tuxen Ladegaard Berg/NurPhoto/Getty Images)
Repórter
Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 10h42.
Última atualização em 13 de fevereiro de 2026 às 11h11.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,2% em janeiro na comparação mensal com ajuste sazonal, informou nesta sexta-feira, 13, o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS). Em 12 meses, a inflação ficou em 2,4%.
O resultado mensal ficou abaixo das projeções da Bloomberg, que apontavam alta de 0,3% tanto para o índice cheio quanto para o núcleo. Em dezembro, o CPI subiu 0,3%.
Na comparação anual, a expectativa era de avanço de 2,5% para o índice cheio. O dado efetivo, de 2,4%, também ficou abaixo da projeção e desacelerou em relação aos 2,7% registrados nos 12 meses encerrados em dezembro.
Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,3% em janeiro, em linha com a mediana das estimativas. Em 12 meses, acumulou alta de 2,5%, também abaixo dos 2,6% observados em dezembro e em linha com a projeção de 2,5%.
O índice de habitação subiu 0,2% em janeiro e foi o principal fator de alta do CPI no mês.
O núcleo também foi pressionado pelos aumentos nas tarifas aéreas (+6,5%), nos cuidados pessoais (+1,2%), em recreação (+0,5%), comunicação (+0,5%), vestuário (+0,3%) e serviços médicos (+0,3%).
Dentro de serviços médicos, os serviços hospitalares subiram 0,9% e os serviços prestados por médicos, 0,3%. Os preços de medicamentos prescritos ficaram estáveis.
Por outro lado, os preços de carros e caminhões usados recuaram 1,8% no mês. Também houve queda em móveis e operações domésticas (-0,1%) e no seguro de veículos (-0,4%).
O índice de alimentos subiu 0,2% em janeiro, mesma variação da alimentação em domicílio. Cinco dos seis principais grupos de alimentos em supermercados registraram alta.
Os preços de cereais e produtos de panificação avançaram 1,2% no mês. Carnes, aves, peixes e ovos subiram 0,2%. Bebidas não alcoólicas e frutas e vegetais tiveram alta de 0,1%. Laticínios avançaram 0,8%. Em contrapartida, o índice de outros alimentos em domicílio recuou 0,3%.
A alimentação fora de casa subiu 0,1% em janeiro, com alta de 0,3% nas refeições de serviço limitado, enquanto as refeições com serviço completo ficaram estáveis.
Em 12 meses, os preços de alimentos subiram 2,9%. A alimentação no domicílio acumulou alta de 2,1%, enquanto a alimentação fora de casa avançou 4,0%.
O índice de energia caiu 1,5% em janeiro. A gasolina recuou 3,2% no mês (ou 2,5% antes do ajuste sazonal). A eletricidade caiu 0,1%, enquanto o gás natural subiu 1,0%.
No acumulado de 12 meses, o índice de energia recuou 0,1%. A gasolina caiu 7,5% no período. Já a eletricidade subiu 6,3% e o gás natural, 9,8%.
O núcleo do CPI acumulou alta de 2,5% nos 12 meses encerrados em janeiro. O índice de habitação subiu 3,0% no período.
Outros componentes com alta relevante em 12 meses incluem cuidados médicos (+3,2%), móveis e operações domésticas (+3,9%), recreação (+2,5%) e cuidados pessoais (+5,4%).
A próxima divulgação do CPI, referente a fevereiro de 2026, está prevista para quarta-feira, 11 de março, às 8h30 (horário local).