Economia

Consórcio suspende obras do Canal do Panamá

Consórcio internacional encarregado da ampliação do Canal do Panamá e liderado pela construtora espanhola Sacyr anunciou a suspensão das obras

Obras de ampliação do Canal do Panamá: obra foi suspensa devido à falta de um acordo sobre financiamento (Rodrigo Arangua/AFP)

Obras de ampliação do Canal do Panamá: obra foi suspensa devido à falta de um acordo sobre financiamento (Rodrigo Arangua/AFP)

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Da Redação

Publicado em 7 de fevereiro de 2014 às 09h09.

Madri - O consórcio internacional encarregado da ampliação do Canal do Panamá e liderado pela construtora espanhola Sacyr anunciou nesta sexta-feira a suspensão das obras devido à falta de um acordo sobre seu financiamento.

"À espera de um acordo que funcione para a finalização da obra, foram suspensos os trabalhos no projeto devido à negativa expressa da ACP (Autoridade do Canal do Panamá) de estender o protocolo de negociação", explicou em um comunicado o consórcio Grupos Unidos pelo Canal (GPUC), depois de apresentar uma nova oferta para tentar solucionar o conflito.

"O GUPC continua seus esforços para encontrar uma solução e chegar a um acordo com a ACP e entregou uma nova proposta que reflete as inquietações da ACP, ao mesmo tempo em que fornece os fundos necessários para terminar a obra do Terceiro Jogo de Eclusas", disse.

Junto à Sacyr participam do consórcio a empresa italiana Impreglio, a belga Jan de Nul e a panamenha Constructora Ubana. O consórcio exige das autoridades do Panamá os custos excedentes imprevistos no projeto devido a supostas deficiências nos relatórios geológicos fornecidos pela ACP.

A obra de construção de um terceiro jogo de eclusas que deve permitir a passagem de embarcações muito maiores, cujo avanço é de 70%, acumula um atraso de nove meses, e não poderá ser inaugurada neste ano, como estava previsto.

A nova data prevista é 2015, mas os construtores consideram, segundo a seguradora Zurich, que a conclusão do projeto atrasará entre três e cinco anos se não houver acordo.

Inaugurado em 1914 pelos Estados Unidos e devolvido ao Panamá em 1999, o canal panamenho, por onde passa 5% do comércio mundial, tem como principais clientes Estados Unidos e China.

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