Confiança da construção cai 6,9% em fevereiro

De acordo com a FGV, "o resultado confirma a desaceleração da atividade econômica do setor ao início de 2013"

São Paulo - O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 6,9% no trimestre findo em fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre que acabou em janeiro, a queda havia sido de -4,8%. De acordo com a FGV, "o resultado confirma a desaceleração da atividade econômica do setor ao início de 2013".

Praticamente todos os segmentos mostraram desaceleração na comparação interanual trimestral, de acordo com a instituição.

Os que tiveram maior contribuição negativa foram: obras de acabamento, com variação de -1,5% do índice de confiança em fevereiro, ante 2,5% em janeiro; obras de infraestrutura para engenharia elétrica e de telecomunicações (-6,0% em fevereiro contra -3,8% em janeiro); e construção de edifícios e obras de engenharia civil (-6,8% ante 4,6%).

A taxa de variação de aluguel de equipamentos de construção e demolição, em compensação, acelerou, ao passar de 4,8% em janeiro para 5,1% em fevereiro.

No Índice da Situação Atual (ISA-CST), a variação anual trimestral foi de -7,9% em fevereiro. No primeiro mês do ano, havia sido de -5,7%. O Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -3,9% para -6,0%, na mesma base de comparação.


Segundo divulgou a FGV nesta quarta-feira o quesito evolução recente da atividade foi o que mais pressionou para a queda do ISA CST no trimestre findo em fevereiro, com queda de -6,6% em fevereiro ante -3,4% em janeiro.

Das 700 empresas consultadas, 21,8% avaliaram que a atividade aumentou no trimestre findo em fevereiro, contra 28,3% em igual período de 2012. Para 16,7% delas, a atividade diminuiu - no mesmo período de 2012 eram 15,8%. Já a maior influência na piora do IE-CST veio do quesito que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes.

A variação interanual trimestral foi de -5,3% em fevereiro contra -3,0% em janeiro.

Do total de empresas, as que projetam aumento na demanda respondem por 41,7%, ante 49,5% no trimestre findo em fevereiro de 2012. A parcela das que esperam diminuição ficou praticamente estável, de 3,5% para 3,4% do total.

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