Economia

Compradores dos EUA de etanol do Brasil adiam carregamentos

Os compradores americanos de etanol cancelaram ou adiaram contratos para carregamentos do biocombustível do Brasil, disseram operadores


	Usina de etanol: compradores dos EUA adiaram embarques originalmente agendados para o final do ano ou cancelaram em conjunto os embarques de 40 mil metros cúbicos
 (Lia Lubambo/EXAME.com)

Usina de etanol: compradores dos EUA adiaram embarques originalmente agendados para o final do ano ou cancelaram em conjunto os embarques de 40 mil metros cúbicos (Lia Lubambo/EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 4 de novembro de 2015 às 20h25.

Nova York - Os compradores norte-americanos de etanol cancelaram ou adiaram contratos para carregamentos do biocombustível do Brasil, disseram operadores nesta quarta-feira, assinalando o fim de uma oportunidade de negociações arbitrada que impulsionou uma onda de importações nos últimos meses, inchando os estoques dos EUA e afetando os preços.

Compradores dos Estados Unidos adiaram embarques originalmente agendados para o final do ano ou cancelaram em conjunto os embarques de 40 mil metros cúbicos, cerca de 252 mil barris, de biocombustíveis do Brasil, disseram três fontes.

A janela de importações foi "completamente fechada", disse um operador dos EUA, citando o aumento dos preços no mercado físico de etanol no Brasil após a Petrobras decidir aumentar os preços da gasolina, impulsionando a demanda por biocombustível.

Os preços à vista do etanol no Brasil saltaram para uma máxima de 5 meses e meio, de 1,741 dólar por galão, recuperando-se das mínimas de seis anos atingidas em setembro, e enviando o combustível brasileiro para um prêmio acima do etanol norte-americano, que está sendo negociado em cerca de 1,62 dólar por galão no centro de entregas do Meio-Oeste dos EUA, em Argo, Illinois.

Isso tornou as importações de biocombustível de cana-de-açúcar menos atraentes para os compradores norte-americanos, que podem em vez disso comprar o etanol de milho produzido nos EUA, onde os preços continuam sob pressão por causa dos grandes estoques e aumento crescente de produção.

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