Economia

Com receitas extras, governo central tem primário recorde

Resultado veio aquém do esperado e aumenta ainda mais os riscos de a meta não ser cumprida


	Dinheiro: economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 62,418 bilhões de reais
 (Dado Galdieri/Bloomberg)

Dinheiro: economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 62,418 bilhões de reais (Dado Galdieri/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 27 de dezembro de 2013 às 10h30.

São Paulo - Com a forte ajuda de receitas extras, o governo central (governo federal, Banco Central e Previdência) registrou superávit primário recorde em novembro, de 28,849 bilhões de reais, mas o resultado veio aquém do esperado e aumenta ainda mais os riscos de a meta não ser cumprida.

Segundo informou o Tesouro Nacional nesta sexta-feira, nos onze primeiros meses do ano, a economia feita para o pagamento de juros acumula saldo positivo de 62,418 bilhões de reais.

Com isso, o governo central precisa fazer um primário de mais de 10 bilhões de reais em dezembro para cumprir sua meta de 73 bilhões de reais para este ano.

O resultado recorde de novembro só foi possível devido ao reforço de 35 bilhões de reais em receitas atípicas. Foram 20,4 bilhões de reais com o Refis e mais 15 bilhões de reais com o pagamento do bônus para exploração do campo de petróleo de Libra.

Não fossem esses recursos extraordinários, o governo central teria registrado déficit primário no mês passado. Pesaram nas contas, segundo o Tesouro, o resultado da Previdência, com déficit de 4,984 bilhões de reais.

Esse cenário também aumenta ainda mais o risco de a meta ajustada de superávit primário do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais), de 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), não ser cumprida neste ano.

Para novembro, segundo pesquisa Reuters, a expectativa dos analistas é de superávit primário de 32 bilhões de reais nesta conta.

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