Economia

CNA pressiona governo por reajuste do preço mínimo do café

A cafeicultura brasileira enfrenta forte perda de renda diante de um cenário de crescente elevação dos custos de produção e queda dos preços de mercado, diz a CNA

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de abril de 2013 às 21h39.

São Paulo - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta terça-feira, em contatos mantidos com os ministérios da Casa Civil, Fazenda e Agricultura, o reajuste do preço mínimo do café.

Segundo nota divulgada pela CNA, a cafeicultura brasileira enfrenta, atualmente, forte perda de renda diante de um cenário de crescente elevação dos custos de produção e queda dos preços de mercado.

O assunto poderá ser tratado na reunião da próxima quinta-feira do Conselho Monetário Nacional (CMN).

"Para amenizar os prejuízos do setor, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, defende a revisão do preço mínimo do café, de 261,69 reais para 340,00 reais a saca de 60 quilos do café arábica", disse a CNA em nota.

De acordo com a CNA, o preço mínimo do governo, utilizado nas operações governamentais de apoio ao produtor, não sofre alterações há três anos.

Segundo Kátia, a "situação está insustentável e, se o mínimo demorar muito para ser definido, a tendência é que os preços caiam mais".

As cotações do café arábica tem caído desde o ano passado no mercado internacional. Só em 2012, os preços caíram 36 por cento, acumulando 10 por cento de baixa este ano.

Nesta semana, o café arábica foi comercializado em torno de 295,50 reais a saca, bem abaixo dos Custos Operacionais Efetivos, que estão acima de 350,00 reais a saca para as regiões de Guaxupé, Santa Rita do Sapucaí e Manhumirim, em Minas Gerais, segundo dados do projeto Campo Futuro (CNA/Cepea).

A safra recorde colhida no Brasil em 2012, que chegou a 50,83 milhões de sacas de 60 quilos, contribuiu para pressionar os preços. E a perspectiva é de uma nova grande safra este ano.

Acompanhe tudo sobre:CaféCommoditiesGoverno

Mais de Economia

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela 5ª vez consecutiva

Após ata, aposta por corte de 0,5 ponto na Selic em março ganha força

Carlos Antonio Rocca, fundador do Cemec-Fipe, morre aos 85 anos

R$ 88 bi do PIB e 640 mil empregos: os impactos do fim da escala 6x1