Economia

Cai o percentual de famílias com empréstimo em atraso

De acordo com a economista da CNC Marianne Hanson, um dos fatores que favoreceram a melhoria é a taxa de emprego


	Contas: o índice de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas também caiu, de 7%, em fevereiro de 2013, para 5,9% em fevereiro deste ano (Divulgação)

Contas: o índice de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas também caiu, de 7%, em fevereiro de 2013, para 5,9% em fevereiro deste ano (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de fevereiro de 2014 às 17h28.

Rio de Janeiro - O número de famílias com empréstimos em atraso caiu em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo mês de 2013.

A constatação é parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com a economista da CNC Marianne Hanson, um dos fatores que favoreceram a melhoria é a taxa de emprego.

“O que mais chamou atenção foi a queda no percentual de famílias sem condições de pagar suas contas em atraso, que apresentou o menor nível de nossa série histórica, que começou em janeiro de 2010.

O fato de o mercado de trabalho estar aquecido ajuda a termos indicadores de inadimplência mais favoráveis”, disse a economista.

Em 2013, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso era 22,1%, índice que caiu para 19,7% em fevereiro.

O índice de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas também caiu, de 7%, em fevereiro de 2013, para 5,9% em fevereiro deste ano.

“As famílias estão otimistas em relação à sua capacidade de pagamento, porque o perfil do endividamento está melhor. As famílias estão mais cautelosas em relação às suas dívidas.”

“O percentual de famílias com contas em atraso caiu na comparação anual, mas teve uma leve alta entre janeiro e fevereiro. Isso se atribui a questão sazonal do início do ano, com os gastos extras que ocorrem no período.”

A economista lembrou que os primeiros meses do ano tendem a apresentar um pequeno descontrole nas contas, por gastos com matrícula em escola, lista de material escolar, Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial e Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).

Marianne Hanson disse que é vantagem para o consumidor trocar uma dívida com um juro mais alto por outra com percentual de juros mais baixo: “É vantagem, desde que não se continue aumentando o volume de dívida”.

Segundo ela, a participação do cartão de crédito na dívida das famílias continua subindo. Outra modalidade que aparece na pesquisa é o cheque especial.

“O cheque especial em fevereiro apareceu citado por 5,5% das famílias que possuem dívidas. Não é uma das dívidas principais, mas é maior que o crédito consignado.”

Acompanhe tudo sobre:economia-brasileiraEmpréstimosDívidas pessoais

Mais de Economia

Faltam trabalhadores ou sobram vagas? O que explica o paradoxo do emprego no Brasil

Faturamento na indústria cresce, mas emprego cai pelo 3º mês seguido

Fico feliz de ser lembrado pela taxação de bets e offshores, diz Haddad

Boletim Focus: mercado reduz projeção da inflação para 2026