Economia

BRIC quer ampliar comércio entre membros para evitar crise

O comércio dentro do grupo chegou aos 212 bilhões de dólares em 2010 e estima-se que tenha alcançado 250 bilhões no ano passado

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, chega a Nova Délhi: o país foi admitido no grupo em 2011 (Prakash Singh/AFP)

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, chega a Nova Délhi: o país foi admitido no grupo em 2011 (Prakash Singh/AFP)

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Da Redação

Publicado em 28 de março de 2012 às 12h28.

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Nova Délhi - Os ministros do Comércio do grupo dos BRICs insistiram esta quarta-feira na necessidade de intensificar suas trocas comerciais dentro deste bloco de cinco países emergentes, considerando que seria um antídoto para a crise europeia.

Os ministros se reuniram na véspera da abertura, na quinta-feira, da quarta cúpula dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul).

Mesmo que suas trocas comerciais estejam em plena expansão, o ministro indiano do Comércio, Anand Sharma, considerou que ainda estavam longe do que se pode esperar de um grupo que reúne 40% da população mundial.

"Há um amplo potencial de crescimento inexplorado para o comércio e o investimento entre os países BRICs (...), o que facilitaria o crescimento econômico no momento em que a economia vive em plena incerteza", declarou, referindo-se ao "retrocesso da demanda nos mercados europeus".

O comércio dentro do grupo chegou aos 212 bilhões de dólares em 2010 e estima-se que tenha alcançado 250 bilhões no ano passado -contra apenas 27 bilhões em 2002-, podendo atingir meio bilhão de dólares para 2015.

O grupo dos BRICs, que realizou sua primeira cúpula em 2009, reunia inicialmente Brasil, Rússia, Índia e China. No ano passado, a África do Sul foi admitida no grupo.

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