Economia

BC: quadro é muito recente para se avaliar impacto na inflação

O chefe do Departamento Econômico do BC disse que o índice de inflação deve "cair um pouco mais" até julho e agosto

Real: ele ressaltou que boa parte da recuperação econômica se dá pelo lado da oferta (iStock/Thinkstock)

Real: ele ressaltou que boa parte da recuperação econômica se dá pelo lado da oferta (iStock/Thinkstock)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 19 de maio de 2017 às 14h48.

Fortaleza - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, considerou nesta sexta-feira, 19, que ainda é cedo para avaliar os impactos da nova crise política na inflação e na atividade econômica.

"O quadro de incertezas ainda é muito recente, não dá para fazer uma avaliação dessas implicações. É preciso aguardar um pouco mais", disse Maciel, após apresentação do boletim regional do BC, em Fortaleza.

Durante a apresentação, Maciel havia afirmado que o processo desinflacionário é robusto e que o índice de inflação deve cair um pouco mais até julho e agosto.

O chefe do Departamento Econômico do BC disse que o índice de inflação deve "cair um pouco mais" até julho e agosto. "O processo desinflacionário é robusto e não se dá por um fator pontual ou passageiro", comentou, sem citar a disparada do dólar ocorrida na quinta-feira, como possível risco à inflação.

Inadimplência

Em outro momento da apresentação, ao falar das perspectivas para a melhora do mercado de crédito no Brasil, Maciel afirmou que as taxas de inadimplência entre as famílias estão "muito bem comportadas".

Atividade

Em relação à atividade econômica, Maciel ressaltou que boa parte da recuperação se dá pelo lado da oferta, no agronegócio, e que essas condições favoráveis seguem prevalecendo, o que pode, na sua avaliação, acabar contendo os efeitos da crise política em regiões onde o agronegócio é mais forte.

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