Economia

Aprovação de reformas é importante para queda da inflação, diz BC

O presidente do BC destacou que "ajustes e reformas aumentaram a confiança e reduziram a percepção de risco"

Ilan Goldfajn: o presidente do BC destacou que as taxas de juros nominais e reais estão caindo (Adriano Machado/Reuters)

Ilan Goldfajn: o presidente do BC destacou que as taxas de juros nominais e reais estão caindo (Adriano Machado/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 30 de junho de 2017 às 10h49.

Última atualização em 30 de junho de 2017 às 10h49.

A aprovação de reformas, em especial a da Previdência, é importante para a sustentabilidade da queda da inflação e dos juros estruturais da economia (taxa que não provoca pressões inflacionárias, com crescimento econômico).

A afirmação é do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, que participou hoje (30), em São Paulo, do evento Finanças +, promovido pelo Grupo Estado.

"O Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques internos ou externos. Vários ajustes e reformas aumentaram a confiança e reduziram a percepção de risco. A continuidade nessa direção, em especial com a aprovação da reforma da Previdência e de outras reformas que visam aumentar a produtividade, será importante para a sustentabilidade da desinflação e da queda da taxa de juros estrutural da economia", disse Goldfajn.

O presidente do BC destacou que as taxas de juros nominais e reais (descontada a inflação) estão caindo. "A taxa Selic recuou 400 pontos base [4 pontos percentuais] nos últimos meses e há expectativa de quedas adicionais à frente. As taxas de juros reais também recuaram de valores próximos a 9% ao ano em setembro de 2015 para a faixa de 4,2% a 5% atualmente", disse.

Goldfajn lembrou que ontem o Conselho Monetária Nacional (CMN) fixou as metas para a inflação de 4,25% para 2019 e 4,0% para 2020.

"É um passo importante para se caminhar para taxas de inflação mais baixas de uma forma gradual e consistente, para minimizar riscos e ser sustentável ao longo do tempo", destacou.

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