Economia

Abalo na confiança da indústria

Passado pouco mais de um mês desde o início da nova crise política do país, ainda há pouca clareza sobre o quanto isso está afetando a economia. Nesta quinta-feira economistas esperam obter as primeiras pistas com a prévia da Sondagem Industrial do mês de junho, publicada pela Fundação Getúlio Vargas. As expectativas não são boas. […]

INDÚSTRIA (Germano Luders/Site Exame)

INDÚSTRIA (Germano Luders/Site Exame)

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Da Redação

Publicado em 22 de junho de 2017 às 06h04.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h41.

Passado pouco mais de um mês desde o início da nova crise política do país, ainda há pouca clareza sobre o quanto isso está afetando a economia. Nesta quinta-feira economistas esperam obter as primeiras pistas com a prévia da Sondagem Industrial do mês de junho, publicada pela Fundação Getúlio Vargas. As expectativas não são boas.

Em maio, a confiança da indústria chegou ao maior nível em três anos, com 92,3 pontos. O problema é que a alta vem sendo puxada, mês após mês, por uma melhora das expectativas, enquanto o nível de ociosidade e os estoques continuam altos. Desde janeiro, o nível de utilização da capacidade instalada permanece no mesmo patamar, de 74%. O indicador dos estoques tem oscilado pouco e continua em um nível considerado elevado (acima de 100 pontos), em 104,8 pontos.

Ao apresentar os dados de maio, a coordenadora da sondagem da FGV, Tabi Thuler Santos, afirmou que a delação da JBS pode colocar um freio na alta da confiança. O impacto da crise política (que teve início no dia 17 de maio) não chegou a ser captado pela pesquisa daquele mês porque o volume de respostas coletadas depois do dia 17 foi pequeno e também porque a confiança da indústria costuma apresentar uma defasagem.

A expectativa da aprovação das reformas econômicas era o que vinha alimentando a esperança de muitos empresários. A cada dia, porém, as reformas parecem mais distantes. Diante deste cenário, bancos começaram a revisar a projeção para o PIB do país. A expectativa do Itaú saiu de um crescimento de 1% para uma alta de 0,3%. O Bradesco prevê uma economia estagnada. A indústria deve ser mais um número a somar contra o governo.

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