GOVERNO: voltou a prevalecer no Brasil a racionalidade econômica e o entendimento de que as coisas estão caminhando bem neste início de ano / Adriano Machado/ Reuters
Da Redação
Publicado em 6 de dezembro de 2016 às 05h52.
Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h57.
Se teve novas complicações no curto prazo, o governo deu ontem um passo importante para resolver um dos grandes problemas estruturais das finanças brasileiras. O presidente Michel Temer apresentou nesta segunda-feira o texto final da reforma da Previdência em evento com líderes do Congresso e de centrais sindicais. O projeto será levado aos parlamentares nesta terça-feira.
Os pormenores são aqueles adiantados por declarações dos ministros da área econômica: idade mínima de 65 anos, com mínimo de 25 anos de contribuição e teto do benefício a partir dos 50 anos de trabalho. As regras são válidas para homens com menos de 50 anos e mulheres abaixo dos 45. Segundo cálculo do governo, a economia será de 678 bilhões de reais nos próximos dez anos.
Temer lembrou que o Parlamento já aprovou diversas pequenas reformas previdenciárias, mas comentou a importância de se realizar uma reforma definitiva agora. “Ou enfrentamos o problema de frente ou vamos condenar as pessoas a baterem nas portas da Previdência para nada receberem”, disse. “Reforma da Previdência não é questão de desejo, não é questão nem de decisão, é uma necessidade”, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
No Congresso, é improvável que o texto passe sem alterações, ainda mais no ambiente belicoso que vivemos. Mas Temer fez ontem um apelo para que os parlamentares “levem em conta” a realidade difícil que o país vive. Para um governo que precisa desesperadamente de boas notícias, o avanço da Previdência certamente foi uma delas.