Coca-cola: experimento transforma refrigerante em vinho com teor alcoólico (James Yarema/Unsplash)
Redatora
Publicado em 30 de março de 2026 às 14h43.
A Coca-Cola passou a ser utilizada como base para a produção de bebida alcoólica, em um processo que lembra a fabricação de vinho. A técnica combina ingredientes caseiros, como açúcar, mel e fermento, resultando em um líquido com teor alcoólico de cerca de 10,5%.
A bebida desenvolvida pela Golden Hive Mead é classificada como hidromel. A receita utiliza mel caramelizado, característica do estilo conhecido como bochet.
De acordo com a explicação no vídeo, o preparo começa com a caramelização do mel, que adquire coloração escura e notas mais intensas. Em paralelo, a Coca-Cola é misturada até perder o gás.
A retirada da carbonatação é necessária, uma vez que o ácido carbônico interfere na fermentação. Sem as bolhas, o líquido fica mais adequado para a ação do fermento.
Depois disso, o refrigerante é combinado com o mel e o fermento em um recipiente fechado. O processo ocorre ao longo de 30 dias.
Durante esse período, microrganismos presentes no fermento consomem o açúcar e produzem álcool. A bebida resultante apresenta um perfil diferente do refrigerante original e se aproxima, em processo, de bebidas como o vinho.
Para ajustar o sabor, os produtores adicionam ingredientes como lasca de carvalho tostada, baunilha, canela e mel extra após as primeiras semanas.
Segundo testes realizados pelos produtores, o resultado apresenta notas descritas como “caramelo picante” e traços que lembram maçã com canela.
O teor alcoólico final gira em torno de 10,5%, valor superior ao de muitas bebidas fermentadas tradicionais.