Diretrizes esclarecem uso de frações sanguíneas e ampliam responsabilidade individual dos fiéis. (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Redação Exame
Publicado em 21 de março de 2026 às 11h48.
Após uma revisão na orientação histórica que proibia fiéis de receberem transfusão de sangue, as Testemunhas de Jeová atualizaram sua política para permitir que seus integrantes tenham seu próprio sangue removido, armazenado e "devolvido" em procedimentos médicos.
A religião, presente em diversos países, sustenta que a proibição se baseia em passagens das Escrituras que orientam a “abster-se de sangue”.
As atualizações da instituição esclarecem quais componentes sanguíneos continuam sendo rejeitados, como sangue total e seus principais derivados, e quais frações podem ser aceitas mediante decisão pessoal. A escolha final, segundo a orientação atual, cabe ao fiel, após avaliação individual e diálogo com a equipe médica.
As Testemunhas de Jeová também incentivam o uso de técnicas consideradas alternativas à transfusão tradicional, como estratégias cirúrgicas que minimizam perdas de sangue.