Sintomas da variante Delta incluem dor de cabeça, coriza e dor de garganta

Dados sugerem que a variante é mais transmissível do que a variante Alfa e parece dobrar o risco de hospitalização

Dores de cabeça, dor de garganta e coriza são os sintomas mais comuns associados à variante da covid-19 que está assombrando o Reino Unido. Os dados foram coletados pelo aplicativo Zoe Covid como parte do estudo de sintomas da doença e sugerem que a variante Delta detectada pela primeira vez na Índia parece um "resfriado forte".

Segundo Tim Spector, professor de epidemiologia genética do King's College London e que está liderando o trabalho, muitas pessoas podem pensar que pegaram um "resfriado sazonal" e acabam saindo de casa, o que pode estar alimentando o problema no Reino Unido.

"É importante perceber que, desde o início de maio, observamos os principais sintomas em todos os usuários do aplicativo, e eles não são iguais ao que eram. Portanto, o sintoma número um é a dor de cabeça, seguida de dor de garganta, coriza e febre." Já os sintomas "clássicos" do coronavírus são febre, tosse e perda do olfato ou paladar. Spector também afirmou que com a variante Delta, a tosse parece ser o quinto sintoma mais comum, e a perda do olfato não está entre os 10 principais.

Os dados sugerem que a variante Delta é pelo menos 40% mais transmissível do que a variante Alfa detectada pela primeira vez em Kent, condado situado no sudeste da Inglaterra, e parece dobrar o risco de hospitalização. Também torna as vacinas um pouco menos eficazes, especialmente após apenas uma dose.

Diante dessa situação, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou nesta segunda-feira um adiamento da última fase do desconfinamento, inicialmente prevista para 21 de junho.

 

 

A distribuição rápida e prioritária de vacinas no Reino Unido significa que, embora um grande número da população idosa esteja totalmente vacinada, os adultos mais jovens provavelmente estão parcialmente vacinados ou não vacinados por enquanto. De acordo com uma análise do Guardian, dois terços da população da Inglaterra ainda não estão protegidos por vacinas contra a infecção sintomática da variante Delta.

“Acho que a mensagem aqui é que se você é jovem e está tendo sintomas mais brandos, como um resfriado, fique em casa e faça um teste”, alerta Spector.

Segundo um estudo publicado nesta segunda-feira na Inglaterra, receber duas doses das vacinas Pfizer/BioNTech ou AstraZeneca/Oxford protege efetivamente de uma hospitalização por causa da variante Delta do coronavírus. De acordo com a pesquisa da Public Health England (PHE), receber duas doses da Pfizer/BioNTech protege 96% contra as hospitalizações derivadas da variante Delta, enquanto Oxford/AstraZeneca oferece uma eficácia de 92%.

A variante no Brasil

Segundo informações da secretaria de Saúde de São Paulo, a variante Delta ainda não circula pela capital paulista. Desde o mês passado, a prefeitura municipal tem intensificado o monitoramento das novas variantes que surgem na cidade, em especial a variante B.1.617, também conhecida como Delta.

“Há mais de 30 dias, nas segundas-feiras, nós enviamos 250 amostras de testes covid-19 positivo colhidos em toda a cidade. Com esses testes é feito o sequenciamento genético por parte dos Institutos Butantan, Adolfo Lutz e, também, pelo Instituto de Medicina Tropical. Na semana passada concluiu-se o estudo de todos esses testes enviados a esses institutos e nós não temos nesse momento a circulação da variante indiana na cidade de São Paulo”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Até este momento, a maior parte das amostras coletadas no município mostra que a variante P1, que surgiu em Manaus é a predominante: mais de 97% das amostras rastreadas entre abril e maio correspondem a ela.

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