Márcia Falcão: presença brasileira reúne seis nomes de destaque no Regent's Park, em Londres (Levi Fanan / Fundação Bienal de São Paulo)
Repórter de Casual
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 12h11.
Última atualização em 8 de outubro de 2026 às 16h23.
A arte contemporânea brasileira ganha destaque a partir de 14 de outubro na Frieze London 2026, no Regent’s Park (Londres, Inglaterra). Ao todo, seis artistas nacionais estarão presentes, representados pelas galerias Fortes D'Aloia & Gabriel, Lisson Gallery, Pace Gallery e Simões de Assis.
O principal nome do Brasil na edição deste ano é a carioca Márcia Falcão, que ocupa um dos dois estandes individuais posicionados logo na entrada central da feira. O espaço tem alta visibilidade e foi concedido pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel.
Para a exposição solo em Londres, a artista apresenta um conjunto de pinturas inéditas que aprofundam a pesquisa sobre o corpo humano, anatomia e limites da representação. Falcão vive um momento de forte projeção internacional, após integrar a 36ª Bienal de São Paulo, e passar a figurar na seleção de galerias em Berlim e Nova York.
Além do solo de Márcia Falcão, outros artistas brasileiros estarão presentes, ou com obras presentes, no evento. Dalton Paula, representado pela Lisson Gallery, é um deles. O artista baiano exibe telas inéditas que resgatam biografias e histórias orais de lideranças e figuras históricas negras apagadas entre os séculos 16 e 19. Já Marina Perez Simão, representada no evento pela Pace Gallery, apresenta novas composições abstratas focadas nos fenômenos naturais, geografia e variações de luz sobre a paisagem.
A Simões de Assis apresenta um diálogo entre Miguel Bakun e Thalita Hamaoui, duas gerações da pintura brasileira. As obras de Bakun foram realizadas entre as décadas de 1940 e 1960, e as pinturas de Hamaoui são inéditas, produzidas especialmente para esta edição.
Separadas por décadas, as duas produções encontram pontos de contato na maneira como transformam a paisagem em campo de sensibilidade. Entre o mundo exterior e a experiência interior, as obras articulam diferentes formas de perceber, imaginar e dar corpo ao que nos cerca.
A participação brasileira na capital britânica conta com a articulação do Projeto Latitude — programa de internacionalização da arte contemporânea brasileira realizado pela Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Em sua totalidade, o complexo Frieze London e Frieze Masters reúne 300 galerias oriundas de 48 países. A edição de 2026 traz seções curadas inéditas, como The Code Universe e Queering Modernism, consolidando Londres como o epicentro do mercado global de arte no outono europeu.