Revista Nature lista as 10 pessoas mais influentes da ciência em 2020

Entre os dez nomes, 7 estão ligados a trabalhos para conter o novo coronavírus

Publicada desde 1869, a revista britânica interdisciplinar Nature está entre as mais prestigiadas da comunidade científica global. No ano marcado pelo novo coronavírus, que levou a uma corrida global por estudos científicos para tratamentos e vacinas para a covid-19, a revista listou as principais personalidades da ciência. A lista de dez nomes traz sete deles ligados a trabalhos importantes para conter a pandemia. Confira, a seguir, quem se destacou em 2020 na ciência global. A revista Nature reforça que não se trata de um ranking.

Tedros Adhanom Ghebreyesus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, foi um dos nomes mais citados no noticiário global em 2020. Adhanom foi reconhecido por manter a diplomacia com todos os países, incluindo os EUA, que acusaram a organização de falta de transparência no gerenciamento da pandemia do novo coronavírus.

Verena Mohaupt

Mohaupt foi reconhecida pela Nature por salvar colegas de adversidades no Ártico, onde atua como coordenadora logística de uma expediência de pesquisadores. Mohaupt chegou a livrar colegas de um ataque de urso polar ao acionar uma equipe de pesquisa que estava perto do local. Todos foram resgatados de helicóptero.

Gonzalo Moratorio

Moratorio é virologista do Instituto Pasteur e da Universidade da República, em Montevidéu. Ele ficou famoso durante a pandemia de covid-19 por ser um dos responsáveis pela rápida contenção do vírus no Uruguai. O país, que tem sistema de saúde universal e políticas de contenção de epidemias, já se livrou rapidamente de surtos de febre amarela, zika e outras doenças.

Adi Utarini

Em meio à pandemia de coronavírus, Adi Utarini foi considerada pela Nature uma das personalidades da ciência em 2020 por seu trabalho no combate contra outra doença: a dengue. Ela e sua equipe reduziram 77% dos casos de dengue em partes da cidade de Utarini, na Indonésia, ao liberar mosquitos geneticamente modificados para não transmitir a dengue. Iniciativas semelhantes já foram realizadas no Brasil.

Kathrin Jansen

Kathrin Jansen é ninguém menos do que a chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas farmacêutica americana Pfizer, uma das poucas empresas do mundo que conseguiram criar uma vacina contra a covid-19. A companhia atuou junto com a BioNTech, alemã, para realizar o projeto em tempo recorde: 210 dias. A vacina traz consigo desafios logísticos, como o armazenamento em -70 graus para manter sua eficácia contra o novo coronavírus, mas ainda assim o feito científico representa um avanço significativo para a saúde global. Junto a AstraZeneca, Moderna, Sinovac e a Sputnik-V, a vacina da Pfizer ajudará a combater a pandemia e a evitar mortes no mundo todo.

Zhang Yongzhen

Zhang Yongzhen é virologista do Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai e foi reconhecido pela comunidade científica como o primeiro a compartilhar o genoma do novo coronavírus na internet. A medida permitiu que pesquisadores de todo o mundo pudessem trabalhar para criar tratamentos e vacinas para pessoas infectadas pelo vírus causador da covid-19.

Chanda Prescod-Weinstein

Chanda Prescod-Weinstein foi uma das organizadoras do movimento online por diversidade na ciência chamado Strike for Black Lives. Cosmóloga e professora na Universidade de New Hampshire.

Li Lanjuan

Li Lanjuan foi rápida ao reconhecer a periculosidade do vírus para a saúde das pessoas na China. Em 22 de janeiro, ela pediu uma forte política de isolamento social na cidade de Wuhan, que tem 11 milhões de habitantes. No dia seguinte, começou o lockdown que funcionou para conter a propagação do vírus, ainda que pessoas tenham ficado sem atendimento médico durante esse período. Aos 73 anos de idade, a epidemiologista da Universidade Zhejiang em Hangzhou ficou conhecida como uma das personalidades da ciência mais importantes da China em 2020.

Jacinda Ardern

A primeira-ministra Jacinda Ardern é apontada com a principal responsável pela contenção da pandemia do novo coronavírus na Nova Zelândia. O país tem 2 mil casos registrados e 25 mortes. Logo após seis pessoas serem diagnosticadas com a covid-19, Ardern implementou medidas de distanciamento social para evitar a propagação do vírus no país.

Anthony Fauci

Desde 1984, Anthony Fauci é chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Neste ano, sua atuação foi um persistente aconselhamento para o presidente americano Donald Trump sobre como lidar com a pandemia da covid-19. Mesmo com quase 80 anos de idade, Fauci irá permanecer na função para aconselhar o presidente eleito Joe Biden a partir de 2021. Fauci recebeu ameaças neste ano e precisou andar com seguranças para se proteger. A Nature aponta Fauci como um verdadeiro defensor da ciência.

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