Raios: veja os riscos e como se proteger (AFP/AFP)
Redação Exame
Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 17h56.
Ser atingido por um raio é um fenômeno muito raro. Estimativas da Defesa Civil e de outros órgãos internacionais calculam que as chances de ser ferido por esse tipo de descarga elétrica é de 1 em 1 milhão, mas o risco pode aumentar a depender da situação.
Atividades ao ar livre durante tempestades, assim como permanência em áreas abertas ou exposição em regiões rurais, onde há menos estruturas de proteção, aumentam as chances.
Dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que o Brasil registra, em média, cerca de 70 a 80 milhões de raios por ano. O volume coloca o país no topo do ranking mundial de descargas elétricas, à frente de nações como Estados Unidos, Índia e China.
Um raio pode liberar uma carga elétrica de milhões de volts em frações de segundo.
De acordo com o Ministério da Saúde, a chance de sobreviver a uma descarga de raio direto é de apenas 2%. As pessoas também podem ser atingidas por correntes elétricas que se propagam no solo, a partir do ponto que o raio atingiu.
Quando essa energia entra em contato com o corpo humano, ela percorre tecidos, nervos e vasos sanguíneos, afetando múltiplos sistemas ao mesmo tempo.
Segundo orientações do Ministério da Saúde, sobreviver a um raio não significa ausência de consequências. Muitas pessoas desenvolvem sintomas persistentes semanas ou meses após o acidente, como:
Em dias com alta incidência de raios, a Defesa Civil orienta a buscar abrigo imediato em locais fechados e seguros, como residências ou prédios com sistema elétrico adequado, evitar permanecer em áreas abertas, além de não entrar em rios, lagos, piscinas ou no mar.
Além disso, é importante manter o alerta para o risco de acidentes indiretos dentro de casa, recomendando desligar aparelhos eletrônicos da tomada, evitar o uso de chuveiros elétricos e telefones com fio durante a tempestade