Esperando um empréstimo? Estudo diz que a hora do dia conta na aprovação

Pesquisadores da Universidade de Cambridge analisaram 26 501 pedidos de empréstimos para descobrir o momento mais apropriado para ir até o gerente do banco

Ainda que os processos de aprovação de um empréstimo tenham sido modernizados, e que atualmente passem muito mais por decisões de algoritmos de inteligência artificial (IA) do que por mãos humanas, quando se trata de ir até o gerente para pedir a liberação de uma quantia, segundo a ciência, existe um momento apropriado. Ou melhor, a hora certa.

A conclusão vem de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, publicado nesta terça-feira, 4, na revista científica Royal Society Open Science, e aponta que os gerentes bancários têm maior probabilidade de aprovar os pedidos de empréstimo durante a manhã e no meio da tarde, enquanto a hora mais próxima do almoço e do retorno podem gerar uma "fadiga de decisão", com chances maior de receber um não.

O termo "fadiga de decisão" foi usado pelos pesquisadores para definir o cansaço causado por ter que tomar decisões difíceis. Estudos anteriores mostraram que as pessoas que sofrem de fadiga à decisão tendem a cair na "decisão padrão": escolher aquilo que dará menos problemas e novas tarefas. No caso, recursar o empréstimo.

A pesquisa analisou 26 501 pedidos de empréstimo recebido por 30 funcionários de um grande banco inglês, ao longo de um mês. O foco se deu sobre os 'pedidos de reestruturação': quando o cliente já tem um empréstimo, mas está com dificuldades para pagá-lo, então pede ao banco para ajustar as parcelas.

Ao estudar as decisões tomadas, os pesquisadores puderam calcular o custo econômico que escolhas fáceis podem gerar. Eles descobriram que o banco poderia ter arrecadado cerca de 500 000 dólares extras em pagamentos de empréstimos se todas as decisões tivessem sido tomadas no início da manhã.

É preciso considerar o nível de avaliação de risco que um gerente precisa elaborar na hora atender o pedido. Eles devem pesar a solidez financeira do cliente em relação aos fatores que reduzem a probabilidade de pagamento. Os erros podem custar caro para o banco.

Mas a aprovação da solicitação, ainda que resulte em uma perda em relação ao plano de pagamento original, se for bem-sucedida, será significativamente menor do que se o empréstimo não fosse reembolsado ao todo.

Além disso, o estudo descobriu que os clientes cujos pedidos foram aprovados eram mais propensos a pagar o empréstimo do que se fossem instruídos a respeitar as parcelas originais.

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