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Poluição no espaço pode indicar vida extraterrestre, diz Nasa

Presença acima da média de gás dióxido de nitrogênio pode significar existência de civilizações alieníginas

De acordo com nova pesquisa da Nasa, se houver uma civilização extraterrestre avançada habitando um sistema estelar próximo, podemos ser capazes de detectá-la por meio de sua poluição atmosférica.

Até o momento, astrônomos já descobriram mais de 4.000 planetas orbitando outras estrelas. É possível que alguns tenham as condições necessárias para abrigar vida que “pode ter se evoluído a ponto de produzir uma civilização tecnológica”, de acordo com a Nasa.

Por isso, o estudo analisou a presença de gás dióxido de nitrogênio (NO2), que na Terra é produzido pela queima de combustíveis fósseis, mas também pode vir de fontes não industriais.

“Na baixa atmosfera, o NO2 das atividades humanas domina em comparação com as fontes não humanas. Portanto, observar o NO2 em um planeta habitável pode potencialmente indicar a presença de uma civilização industrializada”, disse Ravi Kopparapu, coautor do artigo publicado no Astrophysical Journal.

Na pesquisa, a equipe calculou se a poluição por NO2 seria detectável por telescópios. Eles concluíram que, para um planeta semelhante à Terra orbitando uma estrela semelhante ao Sol, uma civilização que produzisse a mesma quantidade de NO2 que a nossa poderia ser detectada a cerca de 30 anos-luz de distância com cerca de 400 horas de observação.

Um ano-luz é a distância equivalente a quase 9,5 trilhões de quilômetros, e se refere ao tempo que levaria para percorrer na velocidade da luz. É um período longo, mas não impossível de ser realizado, já que o telescópio espacial Hubble da Nasa gastou uma quantidade de tempo semelhante para fazer algumas observações de campo profundo.

Na Terra, cerca de 76% das emissões de NO2 são devidas à atividade industrial. “Se observarmos NO2 em outro planeta, teremos que rodar modelos para estimar as emissões máximas possíveis que alguém poderia ter apenas de fontes não industriais. Se observarmos mais NO2 do que nossos modelos sugerem ser plausível, o restante pode ser atribuído à atividade industrial", disse Giada Arney, coautor do artigo.

Arney ressalta que sempre há a possibilidade de um falso positivo, e trabalhos futuros precisarão ser aprofundados para garantir mais precisão. A presença de nuvens ou aerossóis também complicam os resultados, porque eles absorvem luz de comprimentos de ondas semelhantes ao do NO2.

Nos estudos iniciais, os pesquisadores usaram um modelo que assume que a atmosfera de um planeta é “uma única coluna do solo ao espaço com muitas camadas”. De acordo com a Nasa, essa é uma boa suposição para cálculos rápidos, mas os planetas são objetos 3D e, por isso, o estudo deve começar a usar modelos tridimensionais para comparar com os resultados iniciais.

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