Iguanas: répteis não suportam o frio extremo e entram em estado de imobilidade (Cayambe via Wikimedia Commons)
Redação Exame
Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 13h38.
A primeira noite de 2026 na Flórida, nos Estados Unidos, ficou marcada por um fenômeno tão curioso quanto incomum: iguanas-verdes despencaram das árvores que repousavam e foram encontradas "paralisadas" no chão devido ao frio intenso.
Uma forte frente fria avançou sobre a Flórida na véspera de Ano Novo, empurrando massas de ar gelado pelo estado e fazendo as temperaturas despencarem em regiões onde o clima subtropical costuma predominar. Segundo o New York Post, as previsões locais indicavam mínimas entre -7°C e -1°C no norte e centro do estado, enquanto o sul registrou temperaturas próximas a 4°C.
Esse tipo de frente fria, embora raro, já foi responsável por episódios semelhantes no passado, com iguanas caindo das árvores atingidas pelas temperaturas baixas.
As iguanas são répteis de sangue-frio (ectotérmicos): não geram calor corporal internamente e dependem da temperatura ambiente para manter seu metabolismo ativo. Quando a temperatura cai, seu organismo começa a desacelerar drasticamente. Por volta dos 4 °C, esses animais perdem a capacidade de controlar seus membros normalmente, que ficam rígidos, e muitas vezes se tornam incapazes de se segurar nos galhos onde pernoitam.
Autoridades ambientais da Flórida emitiram orientações à população: não tocar nas iguanas caídas. Ao “despertarem”, elas podem reagir com mordidas, arranhões ou movimentos bruscos. Além disso, também não aconselham colocá-las dentro de casa ou em veículos. O melhor a fazer é simplesmente deixá-las recuperar a temperatura aos poucos, longe de perturbações.
Iguanas são consideradas uma espécie invasora na Flórida. Por isso não são protegidas no estado, exceto pelas leis contra a crueldade animal.