Ciência

Lagosta rara de duas cores é encontrada nos EUA; veja vídeo

Crustáceo capturado tem condição genética rara; casos semelhantes ocorrem em cerca de 1 a cada 50 milhões de lagostas

Lagosta de duas cores: animal carrega dois materiais genéticos distintos (Divulgação/Wellfleet Shellfish Company)

Lagosta de duas cores: animal carrega dois materiais genéticos distintos (Divulgação/Wellfleet Shellfish Company)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 28 de abril de 2026 às 11h49.

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Uma lagosta bicolor foi encontrada na costa de Massachusetts, nos Estados Unidos, com o corpo dividido simetricamente em duas cores. O animal tem um lado alaranjado e outro mais escuro. A aparência é resultado de uma mutação genética considerada rara.

O crustáceo foi capturado em 16 de abril, na região de Cape Cod, pela embarcação de pesca comercial Timothy Michael.

Segundo as informações divulgadas, casos como esse ocorrem em cerca de um a cada 50 milhões de lagostas.

A empresa Wellfleet Shellfish Company, responsável pela captura, decidiu não vender o animal. A lagosta foi doada ao Aquário de Ciências de Woods Hole, instituição gerenciada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.

Condição genética explica aparência

A divisão visual da lagosta está associada ao quimerismo, condição em que o organismo carrega dois conjuntos distintos de material genético.

De acordo com a bióloga de aquários Julia Studley, que repercutiu o caso em entrevista à revista Popular Science, o processo pode ocorrer quando dois óvulos fertilizados se fundem nos estágios iniciais do desenvolvimento.

“Isso cria uma lagosta com dois conjuntos de informações genéticas e a capacidade de armazenar pigmentos de cor de forma diferente em cada lado da carapaça”, disse.

Nesses casos, em vez de formar organismos gêmeos, o desenvolvimento gera um único indivíduo com células geneticamente diferentes. O processo também pode levar ao ginandromorfismo, condição em que um organismo apresenta características físicas femininas e masculinas ao mesmo tempo.

A cor das lagostas está ligada ao pigmento astaxantina, responsável pela coloração vermelha. Quando ele interage com proteínas chamadas crustacianinas, podem surgir variações como azul, amarelo ou marrom.

O padrão bilateral está entre os mais raros. Uma lagosta azul aparece em cerca de um a cada dois milhões de indivíduos, enquanto a versão avermelhada ocorre em aproximadamente um a cada 10 milhões.

A lagosta encontrada pesa mais de 1,5 quilo, mas animais com coloração incomum costumam ter menos camuflagem para sobreviver por muito tempo.

Veja o vídeo:

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