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Implante que controla o sono ganha US$33 mi dos EUA

O dispositivo pode ser um ativo importante para uso militar ou mesmo para pessoas que trabalham em turnos diferentes

Ter o controle do ciclo de sono sem o uso de medicações pode ser um ativo valioso para o bem-estar de uma pessoa. Liderado por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos EUA, um novo projeto propõe o uso de um implante que permite regular o ciclo de sono para dormir e acordar quando for necessário. O projeto terá financiamento da Darpa (agência de projetos de pesquisa avançada de defesa, ligada ao exército dos Estados Unidos) pelos próximos quatro anos e meio. O valor do financiamento é de 33 milhões de dólares, cerca de 170 mil reais em conversão direta hoje. O dispositivo pode ser uma ferramenta importante para militares ou para quem trabalha em diferentes turnos, uma vez que regula o ciclo do sono.

O aparelho usa luz para ativar a produção natural de peptídeos ligados ao ciclo de dormir e despertar. Na visão dos cientistas, o dispositivo seria implantado no braço de uma pessoa e poderia ser controlado por um hub externo para definir os momentos de adormecer e acordar.

“O sistema de controle nos permite entregar um peptídeo de interesse sob demanda, diretamente na corrente sanguínea”, disse, em nota, Jonathan Rivnay da Universidade de Northwestern, principal pesquisador do projeto. “Não há necessidade de transportar drogas, não há necessidade de injetar nada e - dependendo de quanto tempo pudermos fazer o dispositivo durar - não há necessidade de recarregar o dispositivo. É como uma farmácia implantável em um chip que nunca se esgota.” Se bem-sucedido, o método abre caminho para a administração de outros tipos de medicamentos ou terapias.

Além dos pesquisadores de Northwestern, que estarão dedicados a pesquisar sobre o ciclo circadiano, cientistas da Universidade de Rice, também dos EUA, irão pesquisar sobre a engenharia genética envolvida na criação do dispositivo. Nessa tarefa, pesquisadores de Northwestern e da Universidade Carnegie Mellon também estarão envolvidos. A fabricante de equipamentos científicos Blackrock Microsystems participa desse processo que culminará na criação de componentes bioeletrônicos. 

O projeto ainda está em fase inicial e seu desenvolvimento será composto por três etapas: criação do dispositivo; testes de eficácia; e testes em humanos.

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