Fleury seleciona 2 mil candidatos para testes de vacina contra covid-19

Vacina da Universidade de Oxford será testada em brasileiros, com foco em profissionais da área de saúde e homens e mulheres de 18 a 55 anos

A vacina produzida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com a biofarmacêutica global AstraZeneca contra o novo coronavírus será testada no Brasil em breve — e o Grupo Fleury, empresa brasileira dona dos laboratórios de mesmo nome, será responsável por selecionar 2.000 candidatos brasileiros que participarão da terceira fase de testes da proteção.

Para participar, os voluntários precisam fazer o teste de diagnóstico da covid-19 do tipo sorológico, e quem já foi infectado não participará da pesquisa por não haver ainda evidências suficientes sobre a produção ou não de imunidade após contrair a doença. A maioria dos selecionados, segundo comunicado enviado à imprensa, será de profissionais da área de saúde e homens e mulheres entre 18 e 55 anos.

O teste da vacina será conduzido da seguinte forma: as pessoas serão divididas em dois grupos, o de pessoas vacinadas que não desenvolveram a doença e a proporção de quem foi testado com a vacina-controle e acabou infectado pelo coronavírus.

A vacina de Oxford é produzida a partir de uma versão enfraquecida do resfriado comum, o adenovírus, e possui material genético das espículas do SARS-CoV-2. Com a vacinação, a proteína será produzida e acabará estimulando uma resposta do sistema imunológico ao vírus.

Mais de 130 vacinas estão sendo produzidas contra a covid-19 ao redor do mundo. Algumas, mesmo em fases mais avançadas que as outras, como é o caso da Coronavac, feita pela chinesa Sinovac, que está entre as fases 1 e 2 de produção. Segundo a agência Bloomberg, mais de 90% das pessoas que receberam doses da vacina produzida pelo laboratório produziram anticorpos contra a covid-19 num intervalo de 14 dias. A vacina de Oxford é também uma das mais promissoras. Por aqui, o projeto de testes é liderado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para o doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, de todas as mais de 130 vacinas desenvolvidas, segundo números da Organização Mundial da Saúde, quatro são mais promissoras. Sendo elas a chinesa Coronavac, a americana Novavax e a britânica de Oxford.

O presidente da AstraZeneca, que comprou os direitos para produzir as vacinas da Universidade de Oxford, estimou que a proteção poderá durar por até um ano após a aplicação, como acontece com a vacina para a gripe comum.

Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Quase 9 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 468.724 morreram, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com 2.280.969 doentes e mais de 119 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.083.341 de infectados e 50.591 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina para a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Segundo o relatório A Corrida pela Vida, produzido pela EXAME Research, unidade de análises de investimentos e pesquisas da EXAME, as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina já contam com o financiamento de pelo menos 20 bilhões de dólares no mundo. Desse valor, 10 bilhões foram liberados por um programa do Congresso dos Estados Unidos. Mais de 136 vacinas estão sendo desenvolvidas atualmente.

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