Ciência

Elásticos ou halteres: qual a melhor opção para ganhar força?

Equipamentos simples podem ser aliados de quem tem a rotina corrida e busca formas de se fortalecer em casa, mas não são a melhor escolha em todos os casos

Equipamentos de treino: como as faixas de resistência e os halteres podem ajudar no fortalecimento

Equipamentos de treino: como as faixas de resistência e os halteres podem ajudar no fortalecimento

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 14h43.

Quase metade da população brasileira (42%) passou a praticar exercícios físicos no último ano, segundo levantamento da Brain Inteligência e Estratégia. Isso significa que 58% ainda podem ser considerados sedentários — e a principal justificativa, segundo os participantes do estudo, é a falta de tempo. Afinal, se exercitar também envolve toda a logística de sair de casa, se deslocar até uma academia ou encontrar um espaço para correr, e nem sempre isso é possível em rotinas agitadas.

Mas essa conta não fecha no longo prazo. A inatividade cobra um preço alto, tanto pelo acúmulo de gordura quanto pela perda de massa muscular, que tende a avançar com o tempo. Há até um termo para isso: sarcopenia, uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2016 e definida pela perda progressiva de massa muscular. A condição tem sido classificada como uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI, devido ao envelhecimento populacional e ao estilo de vida cada vez mais sedentário entre pessoas mais jovens.

Por isso, mesmo dentro de uma rotina corrida, buscar o fortalecimento é imprescindível para a saúde — e a boa notícia é que é possível fazer isso em casa, com faixas elásticas de resistência, também conhecidas como bands, e halteres. Ambos funcionam, mas de formas diferentes, e entender essa diferença define qual faz mais sentido para cada objetivo.

Diferença entre faixas elásticas e halteres

A diferença começa no tipo de resistência que cada equipamento oferece. O haltere gera resistência isotônica, que é constante e estática durante todo o movimento. A faixa elástica, por sua vez, oferece resistência isocinética, que varia conforme o grau de alongamento da faixa.

Quando o objetivo é desenvolver força funcional, que ajuda nas tarefas do dia a dia: subir escadas, levantar os braços para pegar algo no armário, varrer a casa. É por isso que muitos fisioterapeutas usam esses equipamentos em protocolos de recuperação de lesão e idosos, por exemplo, pois as bands conseguem trabalhar o corpo em diferentes ângulos e recrutam mais os  músculos estabilizadores do core.

Além disso, quem tem problemas na região lombar e não pode sobrecarregar a coluna ainda consegue fazer um treino de força eficiente com as faixas. Sem contar que elas são leves, portáteis e podem ser trabalhadas em qualquer ambiente, inclusive com o apoio de móveis da casa, como cadeiras ou a maçaneta da porta.

Halteres são mais indicados para hipertrofia

Para quem treina com foco em hipertrofia e quer ficar mais definido, os halteres saem na frente. Como o peso é sempre o mesmo, fica mais fácil aumentar a carga aos poucos e acompanhar a evolução, o que é o princípio básico do treinamento de força.

Os halteres também são versáteis: atendem tanto a movimentos combinados quanto a exercícios de isolamento para grupos musculares menores.

Complementos

No fim das contas, combinar os dois equipamentos tende a ser a estratégia mais eficiente para quem busca força e condicionamento de forma geral. As faixas ajudam a ativar músculos de apoio e a melhorar o controle do movimento, enquanto os pesos permitem avançar na carga ao longo do tempo.

Após incorporar os exercícios com elásticos em sua rotina, Mundinger diz que notou uma melhora no seu treino de força.

Para começar, especialistas recomendam definir o objetivo do treino. Quem prioriza força funcional, mobilidade ou retorno gradual após lesão pode se beneficiar mais das faixas elásticas. Já aqueles que miram ganhos de força e massa muscular vão notar mais progresso com pesos livres e progressões de carga.

É claro que, antes de montar um protocolo de treino por conta própria, a recomendação é buscar orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta, para reduzir as chances de se lesionar.

Acompanhe tudo sobre:exame.coreExercícios FísicosOMS (Organização Mundial da Saúde)

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