Lua de sangue: fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua (Diana Robinson Photography/Getty Images)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 14h17.
Última atualização em 26 de fevereiro de 2026 às 14h19.
Em março, um eclipse lunar total fará a Lua cheia adquirir coloração avermelhada e causar um "apagão" no céu por cerca de 58 minutos, em um fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”.
O evento altera o aspecto habitual do satélite natural, que deixa o brilho prateado e passa a exibir tons de cobre e vermelho escuro durante a fase de totalidade.
O evento astronômico vai acontecer dia 3 de março. O fenômeno acontece anualmente em março, mas as datas podem variar.
Segundo o site oficial da Nasa, a totalidade do eclipse será visível à noite no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico e nas primeiras horas da manhã na América do Norte, na América Central e no extremo oeste da América do Sul.
O eclipse será parcial na Ásia Central e em grande parte da América do Sul. Nenhum eclipse será visível na África ou na Europa.
Isso significa que, no Brasil, observadores do Norte do país terão mais chances de ver o fenômeno. Em regiões como Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, a observação tende a ser de eclipse parcial, visível no lado oeste do céu poucas horas antes do nascer do Sol.
Já no restante do país, as chances de observação são mínimas.
A coloração que origina o nome “Lua de Sangue” ocorre em um eclipse lunar total. Nesse alinhamento, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite e bloqueando a incidência direta da luz solar. Esse arranjo produz o chamado “apagão” lunar.
Mesmo encoberta pela sombra, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de alcançar o satélite. Nesse trajeto, os tons azulados se dispersam, enquanto os comprimentos de onda avermelhados conseguem atravessar com maior eficiência. O resultado é a tonalidade em cobre ou vermelho-escuro que marca o auge do fenômeno.
A expressão “Lua das Minhocas” também aparece associada ao evento. O nome tem origem em tradições do Hemisfério Norte, onde a Lua cheia de março coincide com o fim do inverno e o início da primavera. Nesse período, o solo começa a descongelar e as minhocas reaparecem na superfície, indicando a transição de estação. Essa referência passou a identificar essa fase do calendário lunar.
Para acompanhar o fenômeno do eclipse, é necessário atenção aos horários. A seguir, o cronograma da madrugada de 03 de março, conforme o horário de Brasília:
A fase de totalidade, quando a Lua permanece completamente imersa na sombra da Terra por aproximadamente 58 minutos, concentra o ponto central do fenômeno. Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar não apresenta risco à visão e pode ser observado sem equipamentos específicos.
Para ampliar a visibilidade, recomenda-se escolher locais com baixa poluição luminosa e verificar a previsão do tempo, já que a presença de nuvens pode comprometer a observação do evento.
Binóculos ou um telescópio também podem melhorar a visualização.