Ciência

Como surgem as auroras boreais? Sistema norueguês com 10 mil antenas quer descobrir

Projeto científico quer mapear interações entre partículas solares e a atmosfera da Terra com precisão inédita.

Sistema com milhares de antenas permitirá acompanhar fenômenos da atmosfera em tempo real.

Sistema com milhares de antenas permitirá acompanhar fenômenos da atmosfera em tempo real.

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de março de 2026 às 14h22.

Um novo sistema de radar composto por cerca de 10 mil antenas promete transformar os estudos sobre fenômenos da alta atmosfera na Noruega. O projeto foi desenvolvido para observar com mais precisão eventos como as auroras boreais, conhecidas como “luzes do norte”,  surgem e se comportam, além de investigar processos ligados ao clima espacial.

A estrutura permitirá aos cientistas captar sinais com maior sensibilidade e acompanhar mudanças rápidas que acontecem nas camadas superiores da atmosfera.

Como o radar vai funcionar da aurora boreal na Noruega?

O equipamento será formado por uma grande rede de antenas distribuídas em um campo de pesquisa. Juntas, elas funcionam como um único radar de altíssima resolução, capaz de mapear interações entre partículas solares e o campo magnético da Terra.

Essas interações são responsáveis por fenômenos luminosos no céu polar e também podem afetar sistemas tecnológicos, como satélites, comunicações por rádio e redes elétricas.

Avanço no estudo das auroras

Com a nova infraestrutura, pesquisadores esperam entender melhor como surgem e evoluem as auroras boreais. O radar permitirá observar detalhes que hoje passam despercebidos pelos instrumentos atuais.

O objetivo é revelar como as partículas vindas do Sol entram na atmosfera terrestre e desencadeiam as cores vibrantes vistas nas regiões próximas ao Ártico.

Além do valor científico, o sistema também pode melhorar a previsão de eventos de clima espacial, como tempestades solares.

Esses fenômenos podem provocar interferências em satélites e sistemas de navegação, por isso compreender melhor seu funcionamento é considerado estratégico para a segurança tecnológica e científica no planeta.

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