Ciência

Café pode reduzir riscos de demência? Harvard acredita que sim

Estudo com mais de 130 mil profissionais de saúde ligou 2 a 3 xícaras diárias de café a risco 35% menor antes dos 75 anos

Café: saiba qual é a quantidade ideal para o cérebro (Imagem gerada por inteligência artificial/Adobe Firefly/Arte/Exame)

Café: saiba qual é a quantidade ideal para o cérebro (Imagem gerada por inteligência artificial/Adobe Firefly/Arte/Exame)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 17 de maio de 2026 às 06h07.

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Tomar aquele café durante o dia faz parte da rotina de muita gente. Mas você sabia que esse hábito pode ajudar no envelhecimento saudável do cérebro e até na redução no risco de desenvolver demência? É isso que um estudo feito pela Universidade de Harvard e publicado pela Associação Médica Americana indica.

O consumo moderado de cafeína foi associado a menor risco de demência nesse estudo de longo prazo com 131.821 enfermeiros e profissionais de saúde nos Estados Unidos. A pesquisa acompanhou dados de participantes por até 43 anos, desde quando estavam no início dos 40 anos. No período, 11.033 pessoas, cerca de 8%, desenvolveram demência.

O maior efeito foi registrado em adultos de até 75 anos. Nesse grupo, a ingestão de 250 mg a 300 mg de cafeína por dia, equivalente a duas ou três xícaras de café, foi ligada a risco 35% menor de demência.

O estudo apontou que consumir mais cafeína não trouxe proteção adicional. Segundo os pesquisadores, o benefício parece se estabilizar após o consumo moderado.

Possíveis efeitos da cafeína no cérebro

Os cientistas citam possíveis mecanismos biológicos para explicar essa associação. A cafeína bloqueia a adenosina, substância que reduz a atividade de neurotransmissores como dopamina e acetilcolina. Eles tendem a perder atividade com o envelhecimento e em doenças como Alzheimer.

A cafeína também pode atuar na redução da inflamação e na regulação do metabolismo da glicose. A publicação afirma que pessoas que consumiram mais de duas xícaras de café por dia ao longo da vida, sem demência, apresentaram níveis menores de placas amiloides no cérebro.

O estudo também registrou uma tendência envolvendo café descafeinado. Participantes que consumiram mais descafeinado tiveram declínio de memória mais rápido. Os pesquisadores afirmam que isso pode estar ligado à troca para o descafeinado após problemas de sono, pressão alta ou alterações no ritmo cardíaco, condições associadas ao declínio cognitivo.

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