Cometa C/2025 R3 PanSTARRS: Com brilho azul-esverdeado, o corpo celeste intriga cientistas por sua origem remota e trajetória imprevisível (Getty Images/Getty Images)
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Publicado em 17 de maio de 2026 às 05h55.
Um raro visitante cósmico vindo das bordas mais distantes do Sistema Solar está chamando a atenção de astrônomos no hemisfério sul. O cometa C/2025 R3 PanSTARRS, originário da misteriosa Nuvem de Oort, tornou-se visível nos céus da Nova Zelândia, Austrália, África do Sul e regiões do Pacífico, em uma aparição que pode não se repetir por cerca de 170 mil anos.
O objeto foi descoberto em 2025 pelo projeto Pan-STARRS e recentemente passou pelo ponto mais próximo do Sol. Desde então, começou a se afastar lentamente da estrela, o que significa que sua luminosidade deve diminuir nas próximas semanas. Astrônomos afirmam que o momento atual é a melhor oportunidade para observá-lo.
Segundo Josh Aoraki, astrônomo do observatório Te Whatu Stardome, em Auckland, o fenômeno é raro justamente por causa da longa órbita do cometa. “Não é brilhante o suficiente para ser visto facilmente a olho nu, mas é relativamente fácil de fotografar”, afirmou.
A recomendação dos pesquisadores é procurar um horizonte oeste livre de obstáculos logo após o pôr do sol. Binóculos, telescópios ou câmeras ajudam bastante na observação. Quem conseguir encontrá-lo verá uma pequena mancha azul-esverdeada acompanhada de uma cauda difusa. “Você vê a coma e a cauda parecendo um pequeno meteoro borrado no céu”, explicou Aoraki.
A tonalidade azul-esverdeada do cometa acontece por causa da presença de gases como carbono diatômico e cianogênio, que brilham quando entram em contato com a radiação ultravioleta do Sol. Esse efeito cria uma aparência incomum e bastante chamativa para observadores e fotógrafos do céu noturno.
Os cientistas também destacam que a trajetória desses objetos é extremamente difícil de prever. À medida que o cometa perde material ao passar perto do Sol, sua rota pode sofrer alterações. Isso significa que, embora o cálculo atual indique um retorno em cerca de 170 mil anos, existe a possibilidade de ele nunca mais voltar.
A Nuvem de Oort, região de onde o cometa veio, é considerada uma gigantesca camada de corpos gelados localizada nos limites mais extremos do Sistema Solar, depois até de Plutão. Ela permanece praticamente invisível e distante, funcionando como uma espécie de reservatório de cometas antigos que ocasionalmente são lançados em direção ao Sol.