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Dominar inteligência artificial pode valer salário 56% maior; entenda o que diz a PwC (Magnific)
Jornalista
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 15h51.
Profissionais com habilidades em inteligência artificial têm uma vantagem salarial média de 62% em relação a trabalhadores em funções sem essas competências, segundo o Global AI Jobs Barometer 2026, da PwC. O levantamento, publicado em junho de 2026, analisou mais de um bilhão de anúncios de emprego em seis continentes.
O percentual representa a diferença média entre salários anunciados para vagas que exigem habilidades em IA e aqueles oferecidos para vagas sem essa exigência. Portanto, não significa que aprender a utilizar uma ferramenta automaticamente aumente a remuneração individual em 62%.
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O prêmio salarial está associado à demanda por profissionais capazes de combinar conhecimentos técnicos ou funcionais com o uso da IA. Entre as competências consideradas pelo estudo estão habilidades específicas, como engenharia de prompts, técnica de formular instruções para orientar as respostas de sistemas de inteligência artificial.
A valorização varia conforme o setor. Na edição de 2026, a PwC identificou diferenças salariais de até 118% em mercados de consumo, enquanto no setor público a diferença foi de 16%. Os números mostram que a remuneração associada às competências em IA não é uniforme entre as atividades econômicas.
O relatório também aponta que as vagas que exigem habilidades específicas em IA cresceram 69% no período analisado desde 2019, enquanto o mercado de trabalho como um todo avançou 9%. A procura por essas competências cresce em ritmo superior ao das vagas em geral, embora os resultados variem entre países e setores.
O uso da inteligência artificial não está restrito a programadores e cientistas de dados. Profissionais de finanças, marketing, recursos humanos e operações também podem utilizar a tecnologia para apoiar tarefas e análises.
Um analista financeiro, por exemplo, pode recorrer a ferramentas de IA para organizar informações de relatórios, comparar indicadores e preparar uma primeira versão de uma apresentação. Em marketing, a tecnologia pode ajudar a identificar padrões em dados de campanhas e estruturar hipóteses para novos testes.
Já coordenadores e executivos podem utilizar esses recursos para resumir documentos, comparar cenários e organizar informações para reuniões. Nessas atividades, o conhecimento da área continua essencial para avaliar a qualidade das respostas e verificar se as conclusões fazem sentido.
O diferencial está em combinar domínio da própria função com capacidade de avaliar e aplicar os resultados gerados pela tecnologia. A IA pode acelerar etapas do trabalho, mas não elimina a necessidade de julgamento, responsabilidade e conhecimento do negócio.O levantamento da PwC indica que as mudanças nas competências exigidas pelas empresas são mais de duas vezes mais rápidas nas ocupações mais expostas à IA do que naquelas menos expostas.
Nesse cenário, habilidades como pensamento crítico, liderança e capacidade de tomar decisões continuam relevantes. A tecnologia pode produzir análises e recomendações, mas cabe ao profissional interpretar os resultados, considerar riscos e decidir como utilizá-los.
Para quem ocupa cargos de analista, coordenação, gerência ou diretoria, desenvolver essas competências envolve identificar tarefas que podem ser apoiadas pela IA, testar ferramentas e conferir as informações produzidas.
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QUERO PARTICIPAR DO TREINAMENTO DE IA
Os dados da PwC indicam que as habilidades em inteligência artificial estão associadas a salários anunciados mais altos e a mudanças nas exigências profissionais. Para acompanhar esse cenário, trabalhadores podem desenvolver competências tecnológicas, atualizar conhecimentos específicos da própria área e aprender a verificar os resultados produzidos pelas ferramentas.