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Começa cortejo da rainha Elizabeth II: caixão fica exposto em Londres por 4 dias

Cortejo com o caixão da rainha Elizabeth II foi levado ao Parlamento nesta quarta-feira, onde público poderá prestar última homenagem antes do funeral

Trajeto momentos antes do início do cortejo da rainha Elizabeth II: caixão foi levado até o Parlamento nesta quarta-feira (Victoria Jones - WPA Pool/Getty Images)

Trajeto momentos antes do início do cortejo da rainha Elizabeth II: caixão foi levado até o Parlamento nesta quarta-feira (Victoria Jones - WPA Pool/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 14 de setembro de 2022, 06h00.

Última atualização em 14 de setembro de 2022, 13h17.

As cerimônias após a morte da rainha Elizabeth II continuam no Reino Unido. Começa nesta quarta-feira, 14, o período em que o caixão da rainha, falecida na última semana aos 96 anos, será velado na Inglaterra e ficará disponível por quatro dias ao público.

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O caixão da rainha foi levado do Palácio de Buckingham, residência oficial da monarquia, até o Palácio de Westminster, hoje sede do Parlamento britânico.

A cerimônia de transporte do caixão, com desfiles militares e banda começou antes das 10h (horário de Brasília) nesta manhã, e o caixão começou a ser transportado na sequência. Uma cerimônia religiosa da Igreja Anglicana, religião oficial da monarquia britânica, também aconteceu na presença da família.

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Na terça-feira, 13, o caixão da rainha esteve na Escócia, um dos territórios do Reino Unido, na Catedral de St. Giles. Ainda na noite de ontem, o caixão foi transportado de volta à Inglaterra, onde agora fica até o dia do funeral.

Multidões na espera para assistir ao cortejo da rainha nesta quarta-feira: caixão ficará exposto ao público por quatro dias (Martin Meissner - WPA Pool/Getty Images)

Filas se acumulavam em Londres já na noite de terça-feira para uma última homenagem à rainha. A expectativa é que 750 mil pessoas, incluindo turistas, compareçam ao Westminster Hall hoje e nos próximos dias para ver o do caixão de Elizabeth II.

Após a cerimônia religiosa celebrada hoje, o corpo da rainha ficará no palácio para acesso do público até a manhã de segunda-feira, dia 19, quando ocorre o funeral oficial. 

É tradição que os monarcas tenham o caixão exposto ao público no Westminster Hall, um dos edifícios mais antigos da Europa e construído há mais de 900 anos, em 1907. Além dos monarcas, o ex-premiê Winston Churchill foi uma das exceções e também recebeu a honraria de um velório no Westminster Hall, em 1965.

Cortejo com caixão da rainha enquanto deixa o palácio de Buckingham: Elizabeth II morreu aos 96 anos no dia 8 de setembro (Leon Neal/Getty Images)

Charles e membros da família real participam do cortejo

Membros da família real fizeram o trajeto a pé junto ao caixão nesta manhã.

Estiveram no cortejo atrás do caixão o rei Charles III e os outros três filhos de Elizabeth (Andrew, Anne e Edward).

Da esquerda para a direita: o rei Charles III, princesa Anne, príncipe Andrew e príncipe Edward, filhos de Elizabeth II (Leon Neal/Getty Images)

Os príncipes William e Harry, filhos de Charles, também estiveram no cortejo atrás do caixão.

William, o mais velho dos filhos de Charles com a falecida princesa Diana, é agora o primeiro na linha de sucessão e nomeado príncipe de Gales, o último título antes da ascensão ao trono.

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Desde a morte de Elizabeth, a dupla dos filhos do rei tem sido vista junta em algumas ocasiões oficiais nos últimos dias, em interações observadas atentamente pelo público após rusgas que levaram Harry a abandonar as funções na família real em 2020.

William e Harry no cortejo da rainha nesta quarta-feira: os irmãos foram vistos juntos em eventos oficiais nos últimos dias (Chris Jackson/Getty Images)

Além dos netos, a esposa de Harry, Meghan Markle (duquesa de Sussex), e a esposa de William, Kate Middleton (princesa de Gales), andaram junto ao cortejo de carro, segundo as informações oficiais. A rainha consorte e esposa do rei Charles, Camilla, também acompanhou o trajeto de carro.

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Após o cortejo, a família real esteve em Westminster para a cerimônia religiosa nesta manhã, antes que o caixão da rainha começasse a ser preparado para ser exposto ao público.

A premiê Liz Truss, do Partido Conservador (que se encontrou com a rainha para iniciar seu governo dois dias antes da morte da monarca) e o líder da oposição, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, também estiveram na cerimônia. O Reino Unido é uma monarquia parlamentarista, com o agora rei Charles III como chefe de Estado e a primeira-ministra como chefe de governo, escolhida por meio do Parlamento eleito.

Parlamento: a premiê Liz Truss e o líder da oposição, Keir Starmer, também estiveram na cerimônia em Westminster, palácio que é sede do Parlamento (David Ramos/Getty Images)

Charles visita Irlanda do Norte

O rei Charles III, que tem peregrinado em viagem aos territórios britânicos para cumprir a tradição após chegada ao trono, voltou a Londres na noite de terça-feira para o cortejo até Westminster.

Antes disso, Charles esteve ontem na Irlanda do Norte, em uma das visitas mais aguardadas (e delicadas) do início de seu reinado. A Irlanda do Norte faz parte do Reino Unido, mas a Irlanda, ao sul, é um país independente.

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Por três décadas, grupos norte-irlandeses a favor da independência frente ao Reino Unido travaram uma luta armada, mas a Irlanda do Norte permaneceu ligada a Londres. Agora, o Brexit, saída do Reino Unido da União Europeia, voltou a tornar o tema ainda mais delicado (a saída faz a Irlanda do Norte não estar na União Europeia, mas a Irlanda, sim, gerando uma barreira geográfica ao livre comércio).

Em seu primeiro discurso como rei em solo norte-irlandês, Charles reconheceu os "problemas" enfrentados no passado na relação entre o país e governo central em Londres. O rei afirmou que a mãe, Elizabeth II, "viu a Irlanda do Norte passar por mudanças importantes e históricas" desde que chegou ao trono em 1952 e que a monarca foi a primeira a visitar o país em um século, em 2011.

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O Reino Unido é composto por Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia - nessa última, há também insatisfação com o Brexit e pedidos por um referendo de separação frente ao Reino Unido, outro problema com o qual Charles pode ter de lidar.

Além do território britânico, o rei Charles III é ainda chefe de Estado de mais 14 países, como Canadá e Austrália, ex-colônias britânicas que fazem parte dos reinos do chamado Commonwealth e onde a monarquia britânica ainda tem papel simbólico.

Funeral da rainha ocorre no dia 19

Para além dos países ligados à Coroa britânica, uma série de personalidades e outros chefes de Estado em todo o mundo são esperados para o funeral da rainha Elizabeth II no dia 19.

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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, também confirmou presença no evento e deve viajar ainda neste sábado, 17.

Após o funeral da rainha, Bolsonaro irá da Inglaterra até os Estados Unidos, quando participa da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. É tradição que os presidentes brasileiros façam o discurso de abertura.

Após ter governado por 70 anos (veja aqui), Elizabeth II faleceu há quase uma semana, no dia 8 de setembro. O Reino Unido está em período de luto oficial até a data do funeral - uma série de estabelecimentos locais deve fechar as portas diante da data.

Veja as imagens do cortejo da rainha Elizabeth II

*A página será atualizada ao longo desta quarta-feira, 14 de setembro, com novos desdobramentos sobre o cortejo fúnebre da rainha. Última atualização às 12h54.

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