Ciência

China inaugura primeiro centro de big data marinho do país

Novo centro em Qingdao reúne mais de 700 conjuntos de dados e pretende ampliar o uso de informações oceânicas em pesquisas, prevenção de desastres e operações portuárias

China: país aposta em big data marinho para integrar informações sobre os oceanos e desenvolver soluções para navegação, monitoramento ambiental e economia marítima  (Freepik)

China: país aposta em big data marinho para integrar informações sobre os oceanos e desenvolver soluções para navegação, monitoramento ambiental e economia marítima (Freepik)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 27 de outubro de 2026 às 15h41.

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A China inaugurou em Qingdao, na província de Shandong, seu primeiro centro voltado à aplicação de grandes volumes de dados marinhos. A iniciativa busca reunir informações antes dispersas e ampliar seu uso por órgãos públicos, instituições de pesquisa e empresas.

O Centro de Aplicação de Big Data Marinho de Qingdao foi criado pelo Ministério dos Recursos Naturais em parceria com o governo municipal. A proposta é facilitar a coleta, o compartilhamento e o uso de dados relacionados aos oceanos.

Até agora, o centro já reuniu um catálogo com mais de 700 conjuntos de dados e identificou quase 100 possibilidades de aplicação. Entre os primeiros usos estão o monitoramento inteligente de desastres marítimos e o planejamento de embarcações.

A iniciativa tenta resolver um problema recorrente no setor: grande parte das informações marinhas está espalhada entre diferentes instituições, o que aumenta os custos de coleta e dificulta o compartilhamento.

Qingdao já possui uma base ampla de informações para desenvolver esses projetos. Até o fim de 2025, a cidade havia acumulado mais de 10 bilhões de registros de dados marinhos, com volume total de 50 petabytes.

Esses dados já são utilizados em áreas como alerta de desastres, monitoramento ambiental e operações portuárias inteligentes. O novo centro pretende ampliar essas aplicações e criar novos produtos e serviços baseados em informações do ambiente marinho.

A estrutura também busca aproximar pesquisa e atividade econômica, permitindo que dados científicos sejam utilizados em soluções voltadas à navegação, à gestão costeira e à economia marítima.

Fonte: qingdao.chinadaily

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