Ciência

Asteroide YR4 ainda vai cair na Terra? Saiba o que a Nasa diz

A Nasa e a ESA confirmaram que o asteroide não representa perigo para o planeta após novas observações

Near-Earth asteroid, computer artwork.

Near-Earth asteroid, computer artwork.

Publicado em 26 de fevereiro de 2025 às 11h43.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreAsteroides
Saiba mais

Recentemente, o asteroide 2024 YR4 chamou a atenção da comunidade científica devido à sua potencial ameaça à Terra.

Mas, antes que um bunker comece a ser procurado, a Nasa e a Agência Espacial Europeia (ESA) têm boas notícias: após uma série de observações e cálculos precisos, a possibilidade de impacto foi descartada.

O que se sabe sobre o asteroide?

O asteroide tem um diâmetro estimado entre 40 e 90 metros, o que é suficiente para causar danos significativos em caso de colisão com uma área densamente habitada. Seu impacto poderia ser comparável a 500 vezes a força da bomba nuclear de Hiroshima.

Quando foi descoberto, o asteroide apresentou uma chance de impacto de cerca de 1% em 2032. Essa probabilidade subiu para 3,1% em um momento, tornando-o o asteroide com o maior risco de colisão já registrado para um objeto desse porte.

Com novas observações, as chances de impacto caíram drasticamente. Atualmente, a Nasa estima que a probabilidade de colisão é de apenas 0,0017%, ou 1 em 59.000. A ESA também tem uma avaliação semelhante, indicando que o risco é extremamente baixo.

Por que o risco diminuiu?

A redução significativa no risco de impacto se deve ao acúmulo de dados adicionais sobre a trajetória do asteroide.

Conforme mais observações são feitas, os cientistas conseguem refinar os modelos de órbita, diminuindo as incertezas e reduzindo a probabilidade de colisão.

Esse padrão é comum em asteroides que inicialmente apresentam um alto risco, mas que geralmente diminuem à medida que mais informações são coletadas.

O Projeto DART: um passo à frente na defesa espacial

A Nasa está à frente nessa corrida contra o tempo com o projeto DART (Double Asteroid Redirection Test). Em 2022, a agência investiu cerca de US$ 324,5 milhões (aproximadamente R$ 1,87 bilhão) em um experimento inovador que desviou a órbita de dois asteroides, Dimorphos e Didymos.

Embora esses asteroides não representassem risco para a Terra, o sucesso do teste demonstra que a técnica de deflexão por impacto cinético pode ser usada em situações reais de ameaça espacial, oferecendo uma poderosa ferramenta para proteger nosso planeta.

Acompanhe tudo sobre:AsteroidesQuímica (ciência)Planeta TerraNasa

Mais de Ciência

Anvisa aprova importação de remédio experimental para Lito Sousa

Infarto atinge pacientes até 12 anos mais jovens em São Paulo, aponta estudo

Cientistas descobrem 200 mil barris radioativos no fundo do Oceano Atlântico

Elevador espacial: como cientistas querem ligar a Terra ao espaço por um cabo de 106 mil km