Volkswagen Tiguan: estreia em configuração única, R-Line, por R$ 299.990 (Divulgação/Divulgação)
Colunista
Publicado em 11 de abril de 2026 às 12h09.
Em menos de quatro meses, dez SUVs chineses já foram lançados no mercado nacional em 2026. Às vésperas de desembarcarem nas concessionárias, Renault Koleos e Volkswagen Tiguan comprovam que há vida fora da China.
Importado da Coreia do Sul, o SUV de ascendência francesa estreia em versão única – a pomposa esprit Alpine, referência à divisão esportiva da Renault – por R$ 289.990. Vindo do México, o Tiguan também estreia em configuração única, R-Line, por R$ 299.990.
Ambos estão na categoria D-SUV, que comporta modelos médio-grandes. Donde terão concorrentes como BYD Song Plus PHEV, GWM Haval H6 PHEV e Jeep Commander Overland T270 MHEV, entre outros.
O Koleos está conhecendo o mercado nacional agora. Em 2016, A Renault chegou a apresentá-lo no Salão do Automóvel de São Paulo com a intenção de comercializá-lo no ano seguinte. A segunda geração tinha acabado de ser lançada, e a expectativa era lustrar a imagem da marca com um SUV médio-grande bonito e bem equipado. Mas, o preço estimado em aproximadamente R$ 160 mil e a falta de experiência da marca no segmento emperraram o avanço do SUV rumo ao mercado brasileiro.
Já o Tiguan tem quase duas décadas de Brasil, mais de 65 mil unidades vendidas por aqui e está agora na terceira geração.
Com 4,78 metros de comprimento, 1,88 m de largura, 2,82 m de entre-eixos e porta-malas com capacidade para 431 litros (padrão VDA), o Koleos leva pequena vantagem no espaço interno, já que o Tiguan tem 2,79 m de entre-eixos e 423 litros para carga – tudo dentro de 4,70 metros de comprimento e 1,87 m de largura. Por conta de um reposicionamento global de produtos, o Tiguan leva agora cinco passageiros e não mais sete, como na geração anterior.
Além de bastante espaço interno, os ocupantes de Koleos e Tiguan desfrutam de muitos recursos de conforto, tecnologia e segurança.
No franco-coreano, há benesses inéditas para um Renault vendido no Brasil, como teto solar panorâmico, rodas de 20 polegadas, faróis e lanternas “full led”, luzes internas (ambient lighting) personalizáveis e dinâmicas, estofamento com acabamento Alcântara, sistema de som Bose com dez alto-falantes e ar-condicionado de três zonas.
Os bancos são um capítulo à parte: dianteiros com ajuste elétrico e lombar, memória, refrigeração e calefação – a raridade aqui está no aconchego do corpo quentinho também para os passageiros de trás.
Teto solar panorâmico, ar-condicionado com três zonas de abrangência, luz ambiente com 30 opções de cores, indicador de nível do reservatório dos lavadores dos vidros, faróis com LED Matrix com ajuste de altura e luz de curva dinâmicos, lanternas (também em LED Matrix) com três configurações diferentes de animações para a função Coming & Leaving Home e bancos dianteiros com ajustes elétricos, memória, ventilação, aquecimento e oito tipos de massagem – cujo tempo de duração pode ser programado – são os destaques no Tiguan.
E como as telas se tornaram essenciais, vale dizer que são 36,9 polegadas no Koleos (painel de instrumentos, central multimídia e tela do passageiro com 12,3” cada) e
25,25 polegadas no Volkswagen (10,25” de painel, com direito visualização 3D dos sistemas de assistência ao condutor, e 15” para a central multimídia).
No quesito segurança, são sete airbags no Koleos: além dos convencionais frontais, laterais e de cortina, um raro e providencial entre os bancos dianteiros. No rival, são oito: dois dianteiros, dois laterais e quatro de cortina.
Para quem gosta da interferência (ou intransigência) dos chamados sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS), a Renault contabiliza 29 no Koleos, enquanto a VW entrega 12 no Tiguan.
Renault Koleos: preço estimado em aproximadamente R$ 160 mil (Divulgação/Divulgação)
Primeiro híbrido da Renault no mercado nacional, o Koleos combina um motor 1.5 turbo com dois elétricos acoplados à transmissão automática DHT (Dual Hybrid Transmission) e uma bateria de íons de lítio de 1,64 kWh. Somados, geram 245 cavalos de potência e 56,1 kgfm de torque, transmitidos às rodas dianteiras. Dados da marca indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 e velocidade máxima de 180 km/h, enquanto o consumo de gasolina fica em 13,1 km/l na cidade e 12,1 km/l estrada, de acordo com aferições do Inmetro.
É bem diferente do Tiguan, que traz um 2.0 turbo (a gasolina) de 272 cv e 35,7 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas, com tração integral. Resultado: 0 a 100 km/h em 7,4 segundos, de acordo com a marca. Já os dados de consumo apontam 8,9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada.
Se no Renault o conjunto híbrido é um dos principais responsáveis pelos
1.804 kg do modelo, no Tiguan é a tração integral (com o sofisticado sistema Haldex, que reconhece o terreno e adapta a entrega de potência de acordo com o escorregamento das rodas) que contribui para a balança apontar 1.820 kg.