Smartwatch: veja os principais pontos para considerar na hora da compra e quais modelos são os mais indicados para cada perfil (nensuria/ThinkStock)
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Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 09h30.
O interesse por atividade física tem levado mais brasileiros a usar ferramentas para organizar treinos e resultados, e entre elas está o smartwatch. É o que diz o estudo "Por Dentro do Corre", realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824: 30% dos corredores usam relógios inteligentes para marcar ritmo e pace durante a corrida e, dentro dessa porcentagem, seis em cada dez afirmam que se trata de um item importante para a prática esportiva.
Mas o smartwatch não se limita às corridas. As versões mais recentes são capazes de monitorar uma variedade de exercícios, desde natação até caminhada ou pular corda. Para isso, esses dispositivos utilizam sensores que captam diversos sinais fisiológicos do usuário, como batimentos cardíacos, saturação de oxigênio e qualidade do sono, que juntos ajudam a estimar a contagem de calorias e a ajustar a intensidade do treino.
Os relógios inteligentes também ajudam a dar um "up" nos exercícios ao facilitar atividades que demandariam um telefone, como a troca de músicas, fazer e receber chamadas e até realizar pagamentos por aproximação.
O primeiro passo é definir o tipo de exercício para o qual o smartwatch será destinado. Há modelos voltados para corrida, outros com foco em natação e esportes aquáticos, além de versões para trilhas e atividades ao ar livre. É importante ter essa definição inicial na hora de considerar recursos como GPS, resistência à água, precisão dos sensores e autonomia de bateria.
Na sequência, é necessário também checar a compatibilidade com o smartphone. Por exemplo, o Apple Watch funciona exclusivamente com iPhones, enquanto a maioria dos modelos com sistema Android opera tanto em celulares Android quanto em iOS.
Outro critério é entender se o relógio terá outras finalidades além do treino, como atividades de uso cotidiano. Alguns modelos são focados quase exclusivamente em métricas esportivas e têm recursos limitados fora dessa seara. Outros concentram funções de rotina, como notificações, controle de música, pagamentos por aproximação e atendimento de chamadas.
Na maioria dos casos, a configuração envolve primeiro emparelhar o relógio ao smartphone, que é de onde a maioria dos controles será feita. É necessário autorizar os sensores, escolher os aplicativos de acompanhamento e sincronizá-los.
Após a sincronização, o usuário define metas de atividade, ativa o GPS para treinos ao ar livre e ajusta as métricas fisiológicas, que ajudam a estimar os batimentos cardíacos, nível de hidratação e a queima calórica. Em modelos voltados à corrida, é possível habilitar planos de treino e estratégias de ritmo.
O preço do smartwatch depende de suas especificidades. Modelos de entrada, com funções mais simples, partem de cerca de R$ 250 e podem ajudar a monitorar atividades mais básicas.
Na faixa intermediária, dispositivos de Samsung e Apple partem de aproximadamente R$ 1,300 no Brasil, com versões que superam R$ 3 mil conforme os recursos. Entre atletas, marcas como Garmin, Coros, Polar e Amazfit oferecem opções entre R$ 650 e R$ 3,2 mil, com GPS, métricas de corrida, planos de treino e maior autonomia. Já os modelos de alto desempenho e acabamento premium podem ultrapassar R$ 29 mil.
Com base em levantamentos do I Love Corrida, guias de relógios esportivos e avaliações de usuários em lojas online, reunimos cinco modelos que se destacam segundo o perfil de uso e faixa de preço.
O Haylou RS5 é uma opção de entrada para quem quer monitorar atividades sem investir em modelos mais caros. O relógio registra passos, gasto calórico e treinos básicos, e a autonomia de bateria permite uso contínuo no dia a dia, o que atende usuários que ainda não utilizam métricas avançadas nos treinos.
O Garmin Forerunner 965 é voltado a praticantes que treinam com base em dados de desempenho. O modelo reúne GPS, métricas de ritmo, cadência, VO2 máximo e indicadores de carga de treino e recuperação. Também oferece mapas offline, recurso usado por corredores que treinam em percursos variados. O conjunto atende quem participa de provas e segue planilhas estruturadas.
O Amazfit GTR 4 atende usuários que priorizam treinos de força. O relógio inclui modos específicos para musculação e registro de exercícios, além de monitorar frequência cardíaca e indicadores de recuperação. O modelo também pode ser usado em atividades aeróbicas.
O Redmi Watch 5 é uma opção intermediária para quem quer um único dispositivo para complementar os exercícios e a rotina diária. O modelo contém GPS integrado, múltiplos modos esportivos e bateria de maior autonomia, além de recursos de conectividade para uso fora do treino.
O Apple Watch SE (2ª geração) é a principal porta de entrada para quem utiliza iPhone e busca integrar os dados de treino ao ecossistema da Apple. O modelo oferece GPS para corrida, detecção automática de exercícios e sincronização com os aplicativos de saúde do sistema. Atende quem prioriza integração com o celular e uso combinado entre atividade física e rotina.