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"Não tinha intenção de matar minha namorada", diz Pistorius

O atleta manteve o argumento de que confundiu a namorada com um ladrão


	Pistorius e Reeva: "senti muito medo por acreditar que havia alguém no banheiro. Como estava sem minhas próteses, me senti vulnerável. Atirei contra a porta do banheiro e gritei"
 (Lucky Nxumalo/AFP)

Pistorius e Reeva: "senti muito medo por acreditar que havia alguém no banheiro. Como estava sem minhas próteses, me senti vulnerável. Atirei contra a porta do banheiro e gritei" (Lucky Nxumalo/AFP)

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Da Redação

22 de fevereiro de 2013, 13h07

Pretória - Oscar Pistorius, atleta paralímpico sul-africano acusado de assassinato premeditado, negou nesta terça-feira que tenha tido a intenção de matar sua namorada, Reeva Steenkamp, em um comunicado lido por seu advogado na audiência no tribunal que deve se pronunciar sobre uma eventual libertação sob fiança.

"Não tinha a intenção de matar minha namorada Reeva Steenkamp", afirmou o atleta na declaração lida pelo advogado Barry Roux no tribunal de Pretória.

"Desminto categoricamente esta acusação", completou.

"Reeva havia telefonado e propôs que jantássemos tranquilamente. Às 22 horas do dia 13, estávamos em nosso quarto, ela fazia ioga e eu estava na cama assistindo a televisão. Estávamos muito apaixonados. Não podíamos ser mais felizes".

"Ela havia dado um presente, mas disse que eu só poderia abri-lo no dia seguinte", dia de São Valentim (dia dos namorados em vários países), completou a leitura o advogado, o que provocou uma nova crise de choro de seu cliente.

"Acalme-se. Deve ficar concentrado no que está acontecendo", disse o juiz a Pistorius.

Após uma breve suspensão da audiência, para que o atleta se acalmasse, o advogado continuou com a leitura.

"Já fui vítima da violência. Por este motivo, guardo uma arma de fogo de 9 mm debaixo da minha cama. Não há trancas na janela do banheiro. Alguém entrou na casa".

"A noite era muito escura. Senti muito medo por acreditar que havia alguém no banheiro. Como estava sem minhas próteses, me senti vulnerável. Atirei contra a porta do banheiro e gritei", disse o advogado, falando em nome de Pistorius.

*Matéria atualizada às 10h57