Casual

O hotel de luxo que "fabrica" oxigênio para os jogadores do Flamengo no Peru

Com diárias de R$ 2,8 mil e instalado em um monastério do século XVI, o JW Marriott El Convento usa tecnologia de ponta para mitigar os efeitos da altitude na estreia da Libertadores

Luxo nas alturas: a estratégia do Flamengo para driblar o ar rarefeito do Peru (Divulgação)

Luxo nas alturas: a estratégia do Flamengo para driblar o ar rarefeito do Peru (Divulgação)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 7 de abril de 2026 às 18h32.

Tudo sobreHotelaria
Saiba mais

A altitude de Cusco, no Peru, é um adversário histórico para qualquer jogador de futebol. A 3.400 metros acima do nível do mar, o ar rarefeito reduz a pressão de oxigênio, o que força o coração e os pulmões a trabalharem no limite para manter a oxigenação muscular e, por consequência, causa fadiga precoce, dor de cabeça e insônia. Mas o Flamengo deu um jeito de reverter o cenário antes de colocar atletas em campo na próxima quarta-feira, 8.

Para a estreia na Libertadores de 2026, o clube escolheu o JW Marriott El Convento, instalado em um antigo monastério do século XVI, para hospedar o time carioca como uma estratégia no campeonato. O hotel, além de atendimento de alto luxo, oferece um sistema de oxigenação nos quartos capaz de "enganar" o organismo e acelerar a recuperação dos jogadores.

O sistema, que funciona através de uma usina de oxigênio própria do hotel, filtra o ar atmosférico e injeta uma pureza de até 99% diretamente nos dutos de ventilação das suítes. Na prática, a tecnologia descarta o uso de máscaras ou cilindros individuais e eleva a concentração de oxigênio no ambiente para que o corpo sinta como se estivesse a 2.500 metros ou menos.

Para um elenco de alta performance, a diferença é o que separa uma noite de sono reparador de uma crise de insônia provocada pelo ar rarefeito.

yt thumbnail

Luxo nas alturas

A experiência no El Convento, entretanto, vai muito além da funcionalidade respiratória. O edifício, um antigo convento agostiniano restaurado, preserva vestígios arqueológicos de períodos incas e coloniais. No lobby, há uma obra composta por mais de 76 mil cristais Swarovski homenageia o deus Sol. O spa oferece tratamentos baseados em rituais ancestrais — um convite ao relaxamento antes do embate físico no Estádio Inca Garcilaso de la Vega.

Com diárias que partem dos R$ 2,8 mil, a estrutura inclui ainda chá de coca de cortesia e monitorização constante. Como o aeroporto local não opera durante a madrugada, a equipe será "obrigada" a prolongar a estada após o jogo, para garantir que o regresso ao Rio de Janeiro aconteça apenas após uma recuperação completa.

Acompanhe tudo sobre:FlamengoCopa Libertadores da AméricaFutebolHotelariaHotéis

Mais de Casual

Postais da Itália escritos à mão: a nova campanha da Montblanc, com Roman Coppola

Ela deu a volta ao mundo de bicicleta em tempo recorde — e quer mais

A revolução do Piemonte: como a 'Borgonha italiana' refina o terroir

De olho no lance: a dupla jornada de Fernando Rosa, CEO da Havaianas