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Estocolmo no frio: experiências únicas na capital da Suécia

Entre o misticismo do Báltico e a funcionalidade europeia, a capital da Suécia equilibra arquitetura medieval e modernismo tecnológico

A ‘Veneza da Escandinávia’: passeios de barco com paisagens deslumbrantes (Getty Images/Getty Images)

A ‘Veneza da Escandinávia’: passeios de barco com paisagens deslumbrantes (Getty Images/Getty Images)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08h09.

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Estocolmo (Suécia)* — A primeira vista, incluir Estocolmo em uma viagem à Europa pode não ser a opção mais comum de turismo. A capital da Suécia tende a ficar esquecida até quando o passeio inclui a passagem pela Escandinávia — especialmente no inverno, quando as temperaturas chegam aos -15ºC. É pequena, tem uma língua difícil e um povo fechado. Mas é um dos destinos mais surpreendentes para quem sai em busca de conhecimento histórico, infraestrutura urbana e arquitetura.

Situada sobre um arquipélago de 14 ilhas conectadas por 53 pontes, a cidade é um exercício de dicotomia entre o novo e o velho. Incontáveis lagos e o Mar Báltico, com águas escuras e profundas, serpenteiam Estocolmo e a dividem em dois lados: em um deles está a cidade velha, Gamla Stan, com suas ruas de paralelepípedo, palácios, igrejas e casas coloridas que parecem ter congelado na era medieval. No outro, sem fugir muito da arquitetura antiga, há outdoors, telas de última geração pelas ruas, asfalto liso e uma infraestrutura funcional, onde trens, ônibus e as famosas barcas operam com uma pontualidade rigorosa que ignora as adversidades climáticas. 

Fundada no século XIII, a capital da Suécia pode até ter ares medievais, mas é uma das cidades mais tecnologicamente avançadas do mundo. É sede de gigantes como Volvo, Ericsson e H&M, e pioneira em políticas de sustentabilidade. Há 211 anos sem se envolver em uma guerra, é conhecida como a capital da Paz — não à toa, abriga o Museu do Prêmio Nobel.

No inverno, quando amanhece às 8h30 e às 16h já está escuro, a cidade fica mais introspectiva, mas não para. Ambientes com calefação e luzes de velas nas janelas são comuns, seja para almoçar ou jantar, seja para aproveitar um café de tarde. Lá fora, para quem aguentar o frio, as paisagens tomadas pela neve são cinematográficas. Para quem quer aproveitar a capital sueca em um dia, indicamos algumas atrações:

Um hotel: Diplomat

Ícone do estilo Art Nouveau, o edifício, construído entre 1907 e 1911, combina o luxo clássico com o design sueco contemporâneo, e oferece uma vista privilegiada para as águas de Nybroviken. É o refúgio ideal para quem busca sofisticação com fácil acesso à região central de Estocolmo. Fica o destaque para o elevador antigo, que é a sensação do hotel, e o saboroso café da manhã.

Um museu: Vasa

Estocolmo tem muitos museus interessantes, mas o do Vasa realmente se destaca. Nele está o navio de guerra homônimo que naufragou em 1628 e foi resgatado quase intacto após 333 anos debaixo do Mar Báltico. A magnitude da embarcação de madeira, com esculturas preservadas e restauradas, é um dos espetáculos museológicos mais impressionantes da Europa. 

Um passeio: Gamla Stan

Estocolmo: vista da cidade velha de Gamla Stan a partir do porto (Emya Photography/Getty Images)

Caminhar pela Cidade Velha da capital sueca é voltar no tempo. Entre ruas estreitas, paralelepípedos e casas coloridas, o centro medieval abriga o Palácio Real, o Museu do Nobel e a Catedral — um dos pontos mais bonitos do local. É o coração histórico onde a arquitetura preservada convive com restaurantes charmosos e o misticismo das águas que cercam a ilha. Se visitar durante a tarde, tome um café no Fika & Wine.

Um restaurante: Astoria

Localizado em um antigo cinema da década de 1870, o Brasserie Astoria, do premiado chef Björn Frantzén, traz um ar cosmopolita e vibrante à cena gastronômica. O menu funde a técnica francesa com ingredientes locais em um ambiente de design arrojado. 

Uma dica: visite de barco

O transporte por barcas (ferries) é a forma mais autêntica e eficiente de circular na capital sueca. Eles conectam as ilhas com precisão cirúrgica e oferecem uma perspectiva única da "Veneza do Norte", especialmente no inverno. É possível circular com o próprio transporte público ou alugar passeios nas orlas para conhecer melhor a cidade pela água. 

Se sobrar tempo: Södermalm

O bairro descolado da cidade é o epicentro criativo de Estocolmo. Repleto de brechós de luxo, galerias de arte e estúdios de design, Södermalm oferece uma vida noturna pulsante e uma atmosfera mais descontraída, que contrasta com a formalidade do centro histórico. Fica bem próximo de Gamla Stan e tem um dos mirantes mais bonitos da cidade, ideal para tirar fotos. 

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