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Startup quer criar IA com inteligência emocional — e mira aporte de US$ 1 bilhão

Pesquisador de Stanford aposta que a próxima fronteira da IA será entender melhor pessoas, valores e contextos

 (Magnific/Reprodução)

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Publicado em 9 de julho de 2026 às 05h02.

A nova corrida da inteligência artificial pode não ser definida apenas por modelos mais rápidos, maiores ou tecnicamente mais sofisticados. Para uma nova geração de pesquisadores e investidores, a próxima fronteira está em desenvolver sistemas capazes de compreender melhor as pessoas.

É nessa direção que caminha Eric Zelikman, pesquisador de IA e doutorando em ciência da computação em Stanford. Zelikman está captando US$ 1 bilhão para sua nova startup, a Humans&, em uma rodada que avaliaria a empresa em US$ 4 bilhões. O objetivo é criar modelos de inteligência artificial com mais capacidade de empatia, colaboração e compreensão emocional.

O movimento chama atenção não apenas pelo valor, mas pelo sinal que envia ao mercado. Em um setor dominado por discussões sobre produtividade, automação e poder computacional, a inteligência emocional começa a aparecer como uma vantagem competitiva também na tecnologia. As informações foram retiradas de Business Insider.

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Por que investidores olham para a inteligência emocional na IA

Zelikman deixou a xAI em setembro de 2025 e é conhecido por pesquisas sobre como modelos de linguagem podem “pensar antes de falar”. Antes disso, passou por Microsoft, Lazard e Stanford.

Em entrevista ao podcast No Priors, ele afirmou que os modelos atuais ainda são “frios e mecânicos” e falham em compreender as consequências de longo prazo das interações humanas.

Para o pesquisador, os sistemas de IA precisam aprender a entender melhor os usuários: seus objetivos, valores, ambições e contextos. Essa visão aproxima o debate tecnológico de uma competência cada vez mais discutida no mundo do trabalho: a inteligência emocional.

A IA pode ser mais poderosa quando entende pessoas

A tese por trás da Humans& é que modelos mais humanos poderiam colaborar melhor com grupos, organizações e especialistas.

Zelikman argumenta que grandes problemas — da saúde à ciência — tendem a ser resolvidos com mais chance quando a tecnologia consegue trabalhar em parceria com pessoas, e não apenas entregar respostas isoladas.

Essa ideia conversa com uma tendência mais ampla. Empresas e pesquisadores vêm discutindo como tornar sistemas de IA mais úteis, seguros e alinhados às necessidades humanas. O debate envolve temas como confiança, colaboração, ética e interpretação de contexto.

O que isso revela sobre o futuro das carreiras

Para profissionais e estudantes, a notícia traz uma leitura importante: mesmo no coração da indústria de IA, cresce a percepção de que habilidades humanas importam.

Se empresas estão investindo bilhões para tornar máquinas mais capazes de compreender emoções, valores e contextos, o recado para quem está no mercado é claro. Inteligência emocional deixou de ser uma competência “comportamental” secundária. Ela está no centro da inovação, da liderança e da colaboração.

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Em ambientes profissionais cada vez mais mediados por tecnologia, saber lidar com pessoas, construir confiança, escutar, negociar e tomar decisões considerando diferentes perspectivas passa a ser diferencial de carreira.

Inteligência emocional virou ativo estratégico

O interesse por IA com inteligência emocional reforça uma mudança maior no mercado. À medida que ferramentas automatizam tarefas técnicas, cresce a importância de competências que continuam profundamente humanas.

O Fórum Econômico Mundial, no relatório Future of Jobs 2025, aponta habilidades como resiliência, flexibilidade, liderança, influência social e colaboração entre as competências relevantes para os próximos anos. Já autores como Daniel Goleman ajudaram a popularizar a ideia de que autoconhecimento, autorregulação, empatia e habilidades sociais são fatores decisivos para desempenho profissional.

Nesse contexto, inteligência emocional não é apenas sobre “lidar melhor com sentimentos”. É sobre tomar decisões melhores, trabalhar com pessoas diferentes e sustentar performance em cenários de pressão.

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