Redação Exame
Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 05h00.
Com a chegada da inteligência artificial às rotinas corporativas, o papel das lideranças está mudando rapidamente. No Google, isso significa unir domínio técnico à inteligência emocional.
Para a empresa, que impacta bilhões de pessoas com seus produtos, formar líderes preparados emocionalmente é prioridade estratégica.
Segundo Brian Glaser, Diretor de Aprendizagem do Google, a IA não está substituindo conexões humanas, mas criando mais espaço para elas. Com a automação de tarefas operacionais, o que passa a fazer a diferença no desempenho dos líderes é justamente a habilidade de se comunicar com empatia, apoiar o desenvolvimento de pessoas e inspirar a transformação. As informações foram retiradas de Forbes.
A Google School for Leaders, criada por Glaser, tem como missão formar líderes em três níveis:
Cada grupo recebe conteúdo aplicado à realidade do cargo, com trilhas de desenvolvimento que combinam experiências únicas, aprendizado em pares, mentoria humana e ferramentas de IA.
O programa mais recente, Manager Development Series, oferece desde fundamentos da liderança até aulas com especialistas renomados, como a professora de Harvard Frances Frei e a campeã olímpica Abby Wambach. Isso porque liderar pessoas em tempos de disrupção exige muito mais do que conhecimento técnico.
Glaser afirma que as chamadas "habilidades duráveis" — criatividade, empatia, agilidade e bom julgamento — são a base da liderança que o Google quer promover. Essas competências não se tornam obsoletas com a tecnologia, ao contrário, são indispensáveis para que ela seja usada de forma responsável.
Equipes do Google já testam formas de usar IA para estimular essas habilidades, com sugestões de como dar feedbacks difíceis, identificar padrões de colaboração ou antecipar sinais de desgaste emocional das equipes.
O objetivo não é robotizar a empatia, mas dar ferramentas para que os líderes atuem com mais consciência e impacto.
Para Glaser, o maior diferencial de um líder na era da IA será a capacidade de se reinventar constantemente. Ele cita exemplos como a Nintendo e o próprio YouTube, que só atingiram seu potencial após pivôs completos de modelo de negócio.
Essa reinvenção exige coragem para falhar, disposição para aprender e a humildade de aceitar que nem sempre se terá todas as respostas. São comportamentos profundamente humanos e emocionais que sustentam lideranças adaptáveis, criativas e eficazes.
A inteligência emocional que o Google busca em seus líderes não se resume à gentileza ou escuta ativa. Trata-se de ter coragem para agir com empatia mesmo em momentos difíceis, como durante mudanças estruturais ou decisões estratégicas críticas.
Como resume Glaser: “Nosso trabalho é garantir que os líderes tenham a empatia, a coragem e a curiosidade necessárias para usar a IA de forma ousada e responsável.”
O futuro da liderança, segundo ele, não pertence a quem rejeita a tecnologia nem a quem a segue cegamente, mas àqueles que sabem aliar inovação à essência humana.
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