No Grupo Heineken, essa abordagem tem impacto direto nos indicadores de engajamento, retenção e saúde organizacional.
A companhia estruturou um ecossistema integrado que conecta bem-estar, desenvolvimento e performance, refletindo resultados consistentes no ambiente corporativo.
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Benefícios como estratégia corporativa
No centro da proposta está o conceito de “premium” aplicado à experiência do colaborador. Segundo Giuliano Belcufine, Gerente Sênior de Planejamento e Benefícios do Grupo Heineken, “ser ‘premium’ significa aplicar o mesmo nível de excelência dos produtos à experiência oferecida às nossas pessoas”.
A lógica vai além de oferecer pacotes competitivos. Trata-se de estruturar um sistema que acompanha o profissional em diferentes dimensões da vida, incluindo saúde física, emocional, social e financeira.
Plataformas como o “Conta Comigo” e a “Universidade Heineken” consolidam essa estratégia, ampliando o alcance das iniciativas também às famílias dos colaboradores.
A felicidade corporativa
A companhia estruturou mecanismos contínuos de monitoramento da experiência do colaborador.
A Pesquisa de Felicidade, aplicada quinzenalmente, utiliza a metodologia PERMA-V para avaliar indicadores como engajamento, propósito e qualidade das relações.
“A felicidade corporativa é uma realidade e um caminho para transformar as relações de trabalho”, afirma Belcufine.
Os dados são disponibilizados em tempo real para lideranças, permitindo decisões mais rápidas e ações preventivas.
Os resultados refletem essa abordagem. A empresa registra 80% de engajamento e 86% de sentimento de pertencimento, além de crescimento de apenas 1% nos afastamentos por transtornos mentais, abaixo da média nacional.
A evolução dos benefícios acompanha mudanças no cenário corporativo. A saúde mental passou a ser tratada de forma estruturada, com programas como o “Heinken Cuida”, que oferece suporte contínuo e acessível a diferentes perfis de colaboradores.
Segundo o executivo, “o cuidado com saúde mental evoluiu de iniciativas pontuais para um modelo estruturado de saúde integral, baseado em prevenção, acolhimento e ciência”.
Personalização com equidade
A estratégia de benefícios combina universalidade com adaptação. As políticas são desenhadas para todos, mas aplicadas de acordo com as necessidades individuais.
“A companhia busca personalizar a forma como esses benefícios são aplicados, respeitando as necessidades de cada pessoa”, explica Belcufine.
Exemplos incluem a licença parental estendida e iniciativas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, com foco em acessibilidade e autonomia.
A conexão entre benefícios e desempenho organizacional é acompanhada por métricas de retorno sobre investimento. Programas de saúde e bem-estar são avaliados com base em custos evitados e impacto financeiro.
“Colaboradores que contam com um ecossistema robusto são mais engajados, criativos e produtivos”, afirma o executivo.
Um dos exemplos é a redução de 27% no turnover em uma população específica após ajustes em benefícios, evidenciando o impacto direto das políticas de RH nos resultados do negócio.
Benefícios também são ferramenta de inclusão
Os benefícios também atuam como instrumento estratégico para diversidade e inclusão. A companhia mantém grupos de afinidade que contribuem para a evolução das políticas internas.
“Mais do que benefícios isolados, utilizamos nosso pacote como ferramenta para promover um ambiente mais inclusivo, seguro e equitativo”, destaca Belcufine.
Iniciativas incluem suporte a diferentes configurações familiares, políticas de transição de gênero e programas voltados à inclusão de pessoas com deficiência, ampliando o acesso e a representatividade.